terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Aula particular - intensivo - 2a. Etapa UFMG 2012

Profa. Marcella Miranda - Bacharelado e Licenciatura História - UFMG
Mestranda - USP; Autora da Coleção Prata - História para vestibulares - SOMA
Tel. 84049724 - Belo Horizonte-MG

Sugestão de respostas – Reta Final UFMG 2012

Sugestão de respostas – Reta Final UFMG 2012
O mundo contemporâneo – séculos XX e XXI (página 50)


01 –

a) As disputas (neo) colonialistas provocaram tensões entre as potências imperialistas. Tal fato concorreu para a corrida armamentista e a formação de pactos militares entre as principais nações européias. Esse cenário foi fundamental para a eclosão da Primeira Guerra Mundial.

b) A campanha desastrosa da Rússia – deserções e derrotas freqüentes – desarticulou o governo do czar Nicolau II que, numa medida extrema, assumiu pessoalmente o comando das tropas russas. Sem conseguir reverter o desastre do país no conflito mundial, o czar foi derrubado do trono e substituído por um governo parlamentar.

02 –

a) O Tratado de Versalhes estabeleceu que a Alemanha deveria pagar pesadas indenizações aos vencedores, além de determinar o desarmamento das forças armadas alemãs.

b) Para fazer face às exigências financeiras de Versalhes, o governo alemão emitiu moeda sem controle, fato que provocou uma hiperinflação. A crise financeira decorrente abalou a República de Weimar e serviu de pretexto para uma tentativa de golpe pro parte dos nazistas. Apesar do fracasso do golpe e da sua prisão, Hitler ganhou notoriedade e divulgou os ideais nazistas.

c) Os ressentimentos gerados pelas humilhantes disposições de Versalhes provocaram um sentimento de revanche no povo alemão. Esse contexto foi explorado pelos nazistas, sendo fundamental para a ascensão de Hitler e consequentemente, para o advento da 2ª. Guerra Mundial.

03 –

a) autoritarismo, nacionalismo, militarismo, culto ao líder, unipartidarismo, oposição ao comunismo, rejeição aos valores da democracia liberal, romantismo ...

b) O fascismo é fundamentado na tese da supremacia do Estado em relação ao individuo. Nesse sentido, o regime é baseado no autoritarismo do governo, já que o fim último da sociedade é o engrandecimento do Estado.

04 – O quadro político eleitoral alemão ficou polarizado entre a extrema direita – nazismo – e a extrema esquerda – comunismo. Enquanto os nazistas pregavam um Estado forte e centralizador para combater a crise, o Partido Comunista Alemão defendia a ação do proletariado para a tomada do poder pelos trabalhadores. O discurso nazista ganhou maior eleitorado e, em 1933, Hitler assumiu o governo, após a vitória dos nazistas nas eleições para o parlamento.

05 –

O primeiro texto apresenta a defesa do liberalismo e rejeita ações intervencionistas do Estado para combater crises econômicas (1929 e 2008). Alega que o encerramento das crises ocorrerá independentemente das ações do Estado.
O segundo texto, de Paul Krugman, é uma defesa do Estado intervencionista para combater os efeitos de uma economia deprimida. Assim, o autor elogia as ações de Roosevelt no New Deal e conclama Obama a adotar uma postura semelhante para resolver a crise atual.

06 –

a) Os comunistas franceses alegam que, assim como foi o Terror na época de Robespierre, os expurgos de Stalin tinham um objetivo justo: salvar a revolução e garantir o sucesso de seus ideais.

b) O regime soviético é baseado na ditadura do proletariado, no Estado ateu e na existência um somente um partido – PCUS – que governa o país. Além disso, os meios de produção são estatizados.

07 –

a) Os republicanos – democratas – enfrentaram os nacionalistas – fascistas.

b) O republicanos foram apoiadas pelas brigadas internacionais e pela URSS. Os fascistas tiveram o apoio de Hitler e de Mussolini.

c) Os nacionalistas venceram e implantaram o regime fascista (que vigorou até 1975, quando ocorreu a morte de Franco).

08 –

1. Plano Marshall.
2. Os empréstimos concedidos pelos Estados Unidos, utilizados prioritariamente na compra de produtos e serviços norte-americanos, reforçaram a hegemonia dos Estados Unidos na Europa Ocidental e espantaram a ameaça de difusão do socialismo na região.

3. COMECON
COMECON - Conselho para Assistência Econômica Mútua - foi fundado em 1949 e extinto em 1991. Visava a integração econômica das nações do Leste Europeu, sob a direção da URSS, a partir do fornecemento de ajuda mútua para o desenvolvimento dos países membros. Mais tarde, juntaram-se ao COMECON: Mongólia, Cuba e Vietnã..
4.
a) . OTAN (dos EUA)
. Pacto de Varsóvia (da URSS)

b) A OTAN pretendia defender a Europa Ocidental de qualquer ameaça oriunda do Leste Europeu, enguanto que o Pacto de Varsóvia, criado logo em seguida, objetivava defender o Leste europeu.

09 –

1. Invasão à Hungria (1956)
2. Primavera de Praga (1968) – invasão soviética à Tchecoslováquia.

10 –

a)

1 – O princípio da autodeterminação dos povos, defendido pela ONU.

2 – A fragilização das potências colonialistas, tais como a Inglaterra e a França, em decorrência da Segunda Guerra Mundial.

b)

Gandhi, líder da independência indiana, recorreu à desobediência civil (não violência, resistência pacífica) a fim de denunciar e combater o imperialismo inglês na Índia. Uma das estratégias utilizadas por Gandhi foi estímulo ao boicote aos produtos britânicos comercializados na Índia. Com essa ação, Gandhi conseguiu conscientizar e mobilizar o povo na luta pela emancipação da Índia.

11 – O Tibete, país soberano, foi anexado pela China logo após vitória da Revolução socialista liderada por Mao. Pouco tempo depois, a China considerou o Tibete como província chinesa. Na atualidade, os organismo ligados à defesa dos direitos humanos denunciam a China pela prática do genocídio cultural a partir de um conjunto de ações que visam destruir a cultura tibetana.

12 –

a) O autor do texto defende uma postura de resistência a fim de mobilizar o povo africano contra o domínio estrangeiro. Reescrever a história significa denunciar o imperialismo e o neocolonialismo que foram impostos ao povo africano.

b) O apartheid foi um regime racista amparado pela Constituição da África do Sul, no qual a maioria negra era tratada como inferior à minoria branca. Esse regime vigorou entre 1948 e 1990.

13 –

a) Os Estados Unidos pretendiam impedir a expansão do comunismo no Sudeste asiático. A política externa dos EUA era baseada na Doutrina Truman, ou seja, num vigoroso combate ao comunismo. A fim de evitar o “efeito dominó”, ou seja, no alastramento de regimes comunistas, os norte-americanos enviaram tropas e recursos para apoiarem o Vietnã do Sul.

b) Apesar de sua superioridade militar e de possuir recursos econômicos praticamente ilimitados, os EUA não conseguiram vencer os vietcongs. A intensa mobilização da sociedade mundial em geral e norte-americana em particular, concorreram para que Nixon determinasse a retirada das tropas dos EUA do Vietnã (1973). Pouco depois, os vietcongs tomaram Saigon e unificaram o Vietnã sob o regime socialista.

14 –

A existência de Israel, Estado que é considerado invasor pelos palestinos e pela comunidade árabe;
O radicalismo dos fundamentalistas islâmicos e judeus que dificulta acordos entre Israel e os palestinos.

15 –

a) O mundo, especialmemte na economia, encontra-se globalizado e integrado. Empresas transnacionais atuam em todo o mundo, produtos e serviços são comuns aos mercados de inúmeras nações. A integração econômica e a formação de um mercado produtor e consumidor globalizado são intensificados pelo desenvolvimento dos meios de transporte e de comunicação. O mundo, em suma, é uma aldeia global.

b) A sociedade globalizada possui indivíduos mais identificados com os valores capitalistas. Assim, encontramos uma sociedade mais egocêntrica e com maior conexão com valores materiais, nos quais ter é ser. O desmoronamento da URSS e o fim do socialismo real podem relevados como uma vitória das valores capitalistas, fato que consagra uma sociedade mais afeita ao lucro, ao prazer imediatista e menos sensível ao outro.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Curso para 2a. etapa Fundação João Pinheiro -

Fundação João Pinheiro
Curso de História - 2a. etapa Fundação João Pinheiro
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Sugestão de respostas – Reta Final - UFMG - 2012

Brasil lmpério


01 –

a) A Assembleia Constituinte pretendia instituir uma monarquia com poderes limitados para o soberano, enquanto que D. Pedro I pretendia centralizar o poder em suas mãos. O desfecho dessa crise foi o fechamento da Assembléia pelo imperador e, em seguida, a outorga da Constituição de 1824 que atendeu aos interesses de D. Pedro I.

b) A Confederação do Equador (1824) foi um movimento separatista e republicano. Diversas províncias nordestinas aderiram ao levante e constituíram um país independente. O estopim para o movimento foi o autoritarismo de D. Pedro I, a imposição da Constituição de 1824 e o poder moderador.

c) A Constituição estabeleceu a divisão do poder em quatro partes: legislativo, executivo, judiciário e moderador, sendo que este era atribuição exclusiva do imperador e estava acima dos demais. A escolha dos deputados e senadores era feita por meio do voto censitário. A escravidão permaneceu. Vale registrar que a Constituição garantia a liberdade de emprego e proibia corporações de ofício.

02 –

a)

1831 – 1836
Maré Liberal ou Progressista;

1837 – 1853
Maré Conservadora ou Regressista;

b)

Medida:

Aprovação do Ato Adicional (1834);

Explicação:

Possibilitou maior autonomia das Províncias em relação ao poder central, já que cada Província teria uma Assembléia para definir questões relativas a impostos e questões de orçamento local. Além disso, o Ato Adicional instituiu a Regência Una, eleita pelo voto direto da população.

c) Em 1840, foi aprovada a Lei Interpretativa do Ato Adicional que eliminou a autonomia legislativa das Assembleias Provinciais, além de colocar a Justiça das Províncias sob controle do poder central.

03 –

a)
A Assembleia Nacional aprovou a Lei da Maioridade e antecipou a ascensão de D. Pedro II ao trono. Havia um consenso na classe política nacional de que a antecipação da maioridade seria a garantia da ordem e da integridade do País, que estavam ameaçadas pelas constantes rebeliões ocorridas nas Províncias.

b)
Os versos da primeira estrofe mostram a exaltação de D. Pedro II como soberano necessário à Pátria naquele momento delicado e instável. A segunda estrofe apresenta uma crítica a D. Pedro II que era considerado como representante das elites e não do povo em geral.





04 –

Os maus tratos, a discriminação por parte dos proprietários e das autoridades. Assim como acontecia com os escravos, os imigrantes também eram considerados inferiores e tratados de forma violenta, já que a tradição das elites brasileiras era essa: violar direitos dos mais humildes.

05 –

a) Conservador ou Regressista.

b) O Partido Conservador defendia a unidade do Império a partir de um governo centralizador. Além disso, os conservadores eram identificados com ordem escravista. O Partido Liberal defendia maior autonomia para as Províncias, além de abraçar, mais cedo, a campanha abolicionista.

06 –
a) Monarquia Constitucional com centralização da autoridade nas mãos do imperador; eleições baseadas no voto censitário.

b) A expansão da economia cafeicultora promoveu o aparecimento de uma poderosa oligarquia – a paulista. Insatisfeitos com o excessivo centralismo do Império, os paulistas passaram a advogar a causa do federalismo, ou seja, defendiam maior autonomia para as Províncias. Tal projeto resultou, na década de 1870, na criação do partido Republicano que agregou a oposição ao imperador.

07 –
a) Imigração sob o regime de parceria, na qual os fazendeiros financiavam a vinda dos imigrantes para o Brasil, fato que resultava num prévio endividamento dos trabalhadores. Uma parte da colheita destinava-se aos trabalhadores, entretanto, a dívida excessiva contraída desde sua chegada ao Brasil, dificultava o acesso dos imigrantes à renda de seu trabalho. Esse sistema gerou muitas insatisfações.
A imigração subvencionada pelo governo, ou seja, o transporte do imigrante para o Brasil era custeado pelo Estado. Assim, aliviados desse ônus (transporte) o imigrante era contratado como assalariado, em geral, pelos fazendeiros.

b) O processo de imigração objetivava, na segunda metade do século XIX, fornecer mão de obra para as fazendas do café (principal produto de exportação), cuja atividade estava em franca expansão. A introdução da mão de obra livre era necessária tendo em vista a evolução do processo abolicionista, especialmente, do fim do tráfico negreiro.

08 –

a) Livre, a partir dos 60 anos de idade, como o ex-escravo poderia gozar sua liberdade? Sem nenhum amparo por parte do Estado, provavelmente doente e incapacitado para o trabalho, o ex-escravo ficaria à mercê de uma realidade cruel: fome, pobreza e abandono.

b) A libertação dos escravos com mais de 60 anos poderia aliviar o proprietário de um escravo indesejável, uma vez que,nessa idade, o escravo geralmente não era mais produtivo e representava um pesado ônus para seu proprietário. Assim a Lei dos Sexagenários seria mais vantajosa para o proprietário do que para o escravo.

09 –

Se considerarmos a democracia pelo número de eleitores, o período monárquico foi mais democrático, uma vez que havia maior número de eleitores participantes das eleições para o poder legislativo. Assim, concordo com a afirmativa.

Se considerarmos que democracia relaciona-se á capacidade do povo de escolher seus governantes, o período republicano foi mais democrático, já que o eleitorado poderia escolher o presidente da República e os presidentes dos Estados por meio de eleições diretas. Assim, discordo da afirmativa.


10 –

a) A Era Mauá foi um período de grande prosperidade econômica que o Brasil vivenciou, caracterizado pelo surgimento de ferrovias, fábricas, bancos, companhias diversas, estaleiros. Além disso, houve grande progresso tecnológico, com a instalação de ligação telegráfica com a Europa, expansão do transporte a vapor (ferrovias e navegação), além da utilização do telégrafo nas comunicações nacionais.
As primeiras linhas telegráficas do País datam de 1852, poucos anos após a introdução do telégrafo nos Estados Unidos por Samuel Morse. A instalação dessas linhas foi devida aos esforços do então Ministro da Justiça, Eusébio de Queiroz Coutinho Mattoso Câmara, com o auxílio de um proficiente e dedicado professor de física da Escola Central, Dr. Guilherme Schuch de Capanema (Alencar, 2001a). (ALENCAR, 2005, p.2)


b)
Capitais oriundos do café; capitais oriundos do fim do tráfico negreiro; investimentos britânicos e Tarifa Alves Branco (1844).

c)
O fim do tráfico disponibilizou capitais para outros setores da economia. Os recursos que eram investidos na aquisição de escravos africanos foram desviados, após a Lei Eusébio de Queirós, para outras atividades econômicas, tais como investimentos em ferrovias ou fábricas.

11 –
a) A significativa presença de segmentos populares nas tropas brasileiras, especialmente negros e mulatos (livres ou escravos), aumentou a simpatia dos militares em relação à campanha abolicionista e concorreu, decisivamente, para o apoio de vários oficiais do Exército Nacional à causa abolicionista.

b) Após a Guerra do Paraguai, o Exercito brasileiro assumiu uma posição de maior destaque na vida nacional, já que foi o principal responsável pela vitória do Brasil. Assim, os militares passaram a exigir maior participação do Exército na condução dos negócios políticos brasileiros e, em última instância, tornaram-se importante foco de oposição à monarquia. Vale registrar que a queda de D. Pedro II foi derrubado por um golpe militar liderado por membros do Exército.

12 -
A figura está relacionada ao parlamentarismo às avessas, sistema político instituído por D. Pedro II. O imperador escolhia o primeiro ministro (presidente do Conselho de Ministros), alternando conservadores e liberais nesse cargo. Assim, o imperador conseguir, durante muitos anos, manter uma convivência política estável com os dois partidos: Liberal e Conservador.

13 –

A Lei de Terras estabeleceu que as terras devolutas somente poderiam ser adquiridas mediante o instrumento de compra. Assim sendo, após esta Lei, o acesso à terra ficou bastante difícil para as camadas mais pobres da população. Antes dessa Lei, a posse da terra devoluta poderia ocorrer mediante a ocupação efetiva.

O regime de sesmarias perdurou no Brasil até julho de 1822, quando a Resolução 76, atribuída a José Bonifácio de Andrade e Silva, pôs termo a este regime de apropriação de terras. A partir daí a posse passou a campear livremente no país, estendendo-se esta situação até a promulgação da lei de terras, que reconheceu as sesmarias antigas, ratificou formalmente o regime das posses, e instituiu a compra como a única forma de obtenção de terras.

14 –
a) Lei do Ventre Livre ou Lei Rio Branco.

b) A Lei, além de estabelecer o fim próximo da escravidão, alterou a relação de propriedade senhor/escravo, uma vez que libertou as crianças nascidas no cativeiro que, conforme o direito à propriedade, pertenciam aos donos das mães.

c) Por violar o direito à propriedade, na percepção dos proprietários de escravos, a Lei do Ventre Livre aumentou a oposição ao governo, considerado responsável pela aprovação da Lei na Assembleia Nacional.

15 –

A Lei Áurea, sancionada pela Princesa Isabel em 1888, aboliu a escravidão. Entretanto, a abolição não foi acompanhada de indenização aos proprietários de escravos. Tal fato provocou forte oposição entre os escravagistas e, consequentemente, concorreu para a queda da monarquia. Muitos proprietários de escravos, insatisfeitos com o governo imperial, engrossaram o Partido Republicano, recém criado.

16 –
O contexto da segunda metade do século XIX foi marcado pela emergência do nacionalismo – movimento ideológico caracterizado pela valorização da pátria e nação. Na literatura brasileira, o nacionalismo encontrou eco no romantismo e na idealização do índio como representante da nação brasileira. Vale registrar o romantismo apresenta um índio ideal, estilizado e com traços europeus, como Iracema, na obra de José de Alencar.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

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Sugestão de respostas - Brasil República - Reta Final 2011

Sugestão de respostas – Reta Final
UFMG - 2012



Brasil Republica

01 –

O Partido Republicano surgiu no final do Império e passou a agregar os segmentos de oposição à Monarquia. As ideario republicano defendia o fim do poder moderador e a implantação do federalismo no Brasil. Assim, o Partido Republicano tornou-se um porta voz daqueles que estavam insatisfeitos com o regime monárquico, entre eles, a oligarquia paulista, os militares, setores médios e intelectuais.

02 –

a) A imagem de Tiradentes, além de ser associada ao próprio Cristo, aproximava-se dos setores mais humildes da população, uma vez que o líder inconfidente era plebeu e próximo dos radicais do Partido Republicano.

b) Excessiva centralização política e hegemonia do Exército no comando da Nação.

03 –

Fim do padroado e secularização ou laicização do Estado.

04 –

a) O governo Vargas instituiu o Código Eleitoral, o voto universal, secreto e obrigatório, além da Justiça Eleitoral. Vale registrar que o analfabeto continuava sem o direito ao voto.

b) A República Oligárquica foi caracterizada pela fraude constante nas eleições, além da existência do curral eleitoral e do voto de cabresto, no qual os coroneis-fazendeiros manipulavam o eleitorado em suas regiões. Tal situação era facilitada pela inexistência da Justiça Eleitoral e do voto secreto.

05 –

O presidente Washington Luis identificava-se com a mentalidade do Estado Oligárquico que, via de regra, era insensível às questões sociais e, constantemente, recorreia à violência para conter os movimentos populares. Vargas, ao contrário, instituiu o Estado de Compromisso, no qual o governo buscava a posição de árbitro nas relações entre as classes elitistas ou populares e entre estas e o Estado.

06 –

O Cangaço pode ser considerado como resultado das condições adversas do Nordeste, entre as quais, destacam-se a seca, a falta de emprego e de oportunidades de estudo e a concentração fundiária. Tais fatores levaram muitos ao banditismo social que foi uma forma de reação contra essa realidade. Tal situação explica, por exemplo, a popularidade dos cangaceiros, especialmente Lampião, entre os mais pobres.

07 –

a) Nos períodos colonial e imperial, o trabalho braçal era atribuição dos escravos e, por isso, não poderia ser exercido pelos brancos proprietários, sob pena de desqualificação diante da sociedade. Assim sendo, o não trabalhar nos ofícios manuais era um registro de superioridade social.

b) Getúlio Vargas, ao criar um elo que unia governo e classes trabalhadoras urbanas, valorizou o trabalho do proletariado que, a partir da década de 1930, passou a representar algo nobre e necessário para o engrandecimento da Pátria.




08 –

Getúlio Vargas foi o criador do Populismo no Brasil, fenômeno político marcado pela intensa relação entre o Estado e as camadas trabalhadoras urbanas, na qual o governo assumia uma posição paternalista diante dos mais humildes. Para reforçar essa relação, foi instituido o slogan: “Vargas, pai dos pobres”. Vale registrar que o sindicalismo, a partir do Estado Novo, era controlado e servia como um instrumento para aumentar o controle que o governo exercia na massa proletária.

09 –

Em 1935, Luis Carlos Prestes liderou a Intentona Comunista que objetivava derrubar o governo e instalar o regime socialista no Brasil. Apesar de esmagada por Vargas, serviu de referência para que Getúlio, em 1937, instalasse a ditadura do Estado Novo, já que o pretexto que Vargas utilizou para o golpe foi a ameaça – inexistente diga-se de passagem – de um novo levante comunista no Brasil.

10 –

Como fator externo, as Gueras Mundiais que provocaram o fenômeno da substituição de importações. Já que o cenário não era favorável às importações de artigos industrializados, o Brasil passou a produzir alguns produtos que antes importava.
Como fator interno, destaca-se a ação fundamental de Getúlio Vargas. O governo federal assumiu a posição de agente da industrialização ao investir em infraestrutura e industria de base.

11 –

A caracteristica é o nacionalismo. A ditadura do Estado Novo valorizou o nacionalismo, mas, como no regime fascista, buscou relacionar o amor à Pátria ao amor ao governo. Assim, ser nacionalista e ser brasileiro correspondiam a ser partidário do governo Vargas.


12 –

a) Bossa Nova

b) A Bossa Nova surgiu no contexto desenvolvimentista que marcou o período JK. Nesse cenário, a sociedade ficava cada vez mais urbana e modernizava-se, a toque de caixa, pelo Plano de Metas implementado pelo presidente Juscelino. A classe media crescia e era abastecida pelos artigos da industria de bens de consumo duráveis que se multiplicou nesse período.

13 –

O governo JK foi caracterizado por um programa desevolvimentista cujo carro chefe era o Plano de Metas. Tal plano de ação previa o investimento do Estado em infraestrutura (estradas, energia), enquanto o investimento externo, especialmente das multinacionais, ocorreria na área de produção de bens de consumo duráveis. Foram criados organismos de fomento, tais como a Sudene, especializada no desenvolvimento do Nordeste. Brasília é a síntese da política desenvolvimentista de JK. Vale registrar que o déficit público, a dívida externa e a inflação cresceram, sendo um legado critico deixado por JK.

14 –

a) A permanência do Parlamentarismo ou o retorno do Brasil ao sistema presidencialista.

b) O eleitorado decidiu pelo retorno do Brasil ao sistema presidencialista.

c) João Goulart assumiu integralmente a chefia de governo. Esse fato agravou a relação do presidente com a oposição, o que culminou no golpe que derrubou Jango em 1964.






15 –

O AI 5 estabeleceu amplos poderes para o presdente da República, entre os quais, o de cassar mandatos e direitos políticos, de intervir nos Municípios e Estados, além de poder fechar o poder Legislativo. Na prática, o AI 5 explicitou a ditatura e inaugurou os Anos de Chumbo na História do Brasil.


16 –

a) Em 1964, ocorreu a derrubada do presidente João Goulart e, em seguida, a instalação de um regime ditatorial sob o comando das Forças Armadas. Como formas controladas de disputa política, podem ser destacados o bipartidarismo e a existência de um partido de oposição – MDB, além da existência de eleições para o Legislativo municipal, estadual e federal.

b) A implantação de uma censura que atingia os meios de comunicação, a prática da tortura, muito utilizada pelos orgaos de repressão contra a oposição, além da decretação do AI 5, instrumento que deu poderes extraordinários ao presidente da República. Assim sendo, havia sim uma ditadura e não uma ditabranda, como que o autor do texto.


17 –

a) As greves mobilizaram a população ao mostrarem a grave situação dos trabalhadores, vítimas de uma política de arrocho salarial que, sistematicamente, corroia os salários do proletariado. Além disso, as greves fragilizaram o regime e abriram caminho para sua derrocada.

b) A decretação da Anistia e o fim do bipartidarismo.

18 –

a) Movimento das Diretas Já.

b) O Comício pretendia as eleições diretas para presidente da República.

19 –

a) A Constituição de 1988 foi promulgada por uma Assembéia Constituinte. Fazem parte do disposto nesta Constituição, o artigo que considera o racismo como crime inafiançável, o direito à licença paternidade, além da extensão do direito de voto aos analfabetos e menores de 18 e maiores de 16 anos.

b)

· Na época do Estado Novo, a ditadura de Vargas possuia grande afinidade com o fascismo e, assim, buscava a criação de um Estado centralizado. As instituições democráticas foram anuladas em prol do poder do estadonovismo.
· Na fase da Ditadura Militar, o cenário internacional, caracterizado pela Guerra Fria. Nesse contexto, vale registrar o apoio norte-americano aos regimes ditatoriais na América Latina, entre os quais o brasileiro, que possuiam um perfil anticomunista.

20 –

As pesquisas mostraram que o preconceito racial existe, mas é camuflado e escondido no meio social. Assim, a maioria dos entrevistados nega oficialmente a prática do racismo – uma parcela infima dos declarados brancos confessou ser racista – entretanto, mais de 40% dos negros confessaram ter sofrido algum tipo de preconceito racial.

21 –

O governo Vargas foi caracterizado por uma intensa ação do Estado no processo industrial, sendo que o governo assumiu função de agente dessa industrialização. Investimentos em infraestrutura e em industrias de base, cujo destaque é a CSN foram elementos importantes da Era Vargas.

O governo FHC incrementou a tese do Estado Mínimo, cujo feito mais importante foi a privatização das principais estatais. Nesse contexto, foi privatizadaa CVRD, além de ter sido feita a flexibilização do monopólio da Petrobras.

22 –

a) Apesar de consagrar o federallismo e o pluripartidarismo, a ordem constitucional não impediu que o Poder Executivo Federal seja hipertrofiado e concentrador de autoridade. Além de contar com o controle das principais receitas-impostos do País, o presidente da República possui e utiliza inúmeros mecanismos para conseguir base de apoio político partidário no Congresso que, quase sempre, aprova as decisões do governo.

b) A História recente do Brasil foi marcada pelo regime militar. A ditadura atrofiou os poderes legislativo e judiciário e, ao concentrar os poderes nas mãos d presidente da República, enfraqueceu os Estados. Em outros momentos da História republicana brasileira, também ocorreu a existência de um executivo forte, como é o caso da Era Varas e da República da Espada. Até mesmo durante períodos mais democráticos, executivo nacional foi centralizador e recorreu a instrumentos políticos e financeiros para impor seus interesses, como ocorreu na Primeira República e na instituição da “política dos governadores”, n qual se consagrava a reciprocidade de apoio entre presidente da República e oligarquias regionais.


23 -

A História do Brasil tem registrado, no período republicano, uma relação entre o público e o privado que, invariavelmente, deixa o Estado à mercê de grupos políticos dominantes. Há uma tradição e um legado que consagraram o Estado, para as elites políticas, como uma extensão de seus interesses privados. Nesse contexto, o nepotismo aparece quase como um direito adquirido, já que o Estado surge como um prolongamento da Família.

24 –

O racismo, de acordo com a Constituição atual, é crime inafiançável.
A implantação do sistema de cotas para estudantes negros, indigenas e/ou oriundos de escolas públicas.


25 –

Figura 1 – Plano Cruzado. Foi baseado no congelamento de preços e de salários, na criação de uma nova moeda - o cruzado - e na instituição de um gatilho salarial.

Figura 2 – Plano Collor ou Brasil Novo. Foi baseado na criação de nova moeda – o cruzeiro – e no bloqueio dos cruzados depositados nos Bancos.

Figura 3 – Plano Real. Foi baseado na criação de uma nova moeda – o real – ancorada no dólar, além de ser acompanhado de uma política de ajuste fiscal.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Curso de História - 2a. etapa Fundação João Pinheiro

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro
Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro

Prof. Newton Miranda (Newtinho)

Início - 1a. semana de novembro - 2011
Término - 2a. semana de dezembro - 2011

Abordagem do conteúdo a partir da solução de questões inéditas e dos vestibulares anteriores.

Informações - Tel 031 25517200

2a. etapa UFMG 2007 sugestão de respostas

UFMG -2ª.Etapa 2007
Sugestão de respostas
Professor Newton MIranda

QUESTÃO 01

1 –
A – Desde a Revolução Gloriosa, ocorrida no final do século XVII, a Inglaterra vivia um processo de estabilidade política baseado na afirmação do parlamentarismo e na maior sensibilidade do Estado em relação aos interesses da burguesia empreendedora.
B – A disponibilidade de mão de obra, fruto do êxodo rural provocado pelos cercamentos.. Privados de sua subsistência, em função da expansão das áreas destinadas à produção de lã, os camponeses migravam para as cidades e abasteciam as fábricas com mão de obra farta e barata.
2 –
Havia um amplo mercado consumidor para os panos ingleses. A expansão desse mercado foi facilitada por tratados vantajosos para os britânicos. Como exemplo, destaca-se o Tratado de Methuen que proporcionou o acesso dos tecidos da Inglaterra aos mercados lusitanos. Estimulada pelo consumo português, a produção têxtil inglesa cresceu e assumiu a posição de carro chefe da industrialização da Inglaterra.
QUESTÃO 02

1 –
A – Centralização do poder político nas mãos do soberano.
B – Concessão de privilégios à nobreza.
C – Consagração da teoria do direito divino do poder real.
2 – Hobbes utilizou a imagem do Leviatã, gigante mitológico, a fim de demonstrar o poder real. O soberano, mostrado como um gigante, está acima de tudo e de todos e tem a responsabilidade de garantir a ordem e a paz no reino. Abaixo do rei, estão a cidade e o campo, além das alegorias que representam os diversos segmentos da sociedade. O corpo do rei é constituído pelos súditos, reforçando a ideia de um corpo único – rei e súditos – que forma a Nação.


QUESTÃO 03

1 –
As imagens da fotografia não estão de acordo com as palavras do brigadeiro. O que se vê na fotografia é um bando de pessoas humildes e desarmadas, entre as quais, muitas mulheres e crianças, ou seja, uma imagem muito distante de bandidos em armas, como apregoava o comandante militar. As pessoas na fotografia eram sertanejos excluídos, cuja miséria era sistematicamente ignorada pelo governo brasileiro.
2 –
A – Os sertanejos, liderados por Antônio Conselheiro, eram considerados monarquistas, na medida em que constituíram uma comunidade sagrada e fora das leis republicanas. O caráter laico da República e o fim do padroado eram condenados pelos líderes messiânicos.
B – O fanatismo religioso dos rebeldes de Canudos contrariava as bases racionais e científicas nas quais estava fundamentada a República recém instalada. Vale registrar que o positivismo era o alicerce filosófico de vários líderes republicanos, fato que aumentou significativamente o ódio das autoridades em relação aos rebeldes.

QUESTÃO 04
1 –
A – Big Stick
O governo dos Estados Unidos considerava-se líder natural das nações latino-americanas, fato que justificava as constantes intervenções militares norte-americanas na América Central.
Esta postura diplomática objetivava, em última instância, garantir os interesses econômicos e/ou estratégicos norte-americanos na região.
B – Política da Boa Vizinhança
O governo dos EUA substituiu a política intervencionista militar por uma aproximação cultural e artística que buscava reforçar o elo entre a América Latina e os norte-americanos.
A concessão de empréstimos e apoio tecnológico dos Estados Unidos para o desenvolvimento industrial latino-americano, que objetivava, também, consolidar a hegemonia dos EUA na região.



2 –
A – Big Stick
Essa política, cujo expoente é o presidente Ted Roosevelt, está inserida na expansão do imperialismo dos Estados Unidos, iniciada no final do século XIX e consolidada após a Primeira Guerra Mundial. A expansão da economia norte-americana exigia que os interesses dos EUA fossem garantidos em detrimento da ação imperialista europeia.
B – Política da Boa Vizinhança
Essa política esteve inserida no governo de Franklin Roosevelt nas décadas de 1930 e 1940. Buscou melhorar a imagem dos Estados Unidos na América Latina, a fim de conseguir recursos para combater os efeitos da Crise de 1929, além de deter a influência do fascismo e do comunismo.

QUESTÃO 05

1 – Stálin implementou na URSS uma das piores ditaduras que o mundo já viu. Iniciou um processo de expurgos que atingiu até mesmo o PCUS. A oposição foi sistematicamente eliminada. Os expurgos foram acompanhados por um crescente culto ao líder – Stalin – desenvolvido pelo governo e baseado nas tradições czaristas. Os planos estatais para feitos por Stalin desenvolveram a URSS que emergiu, como uma superpotência com um líder mais poderoso ainda.
2 - A desestalinização foi iniciada por Nikita Kruschev, líder soviético. No XX Congresso do PCUS (1956), Kruschev denunciou os expurgos e o culto ao líder praticados por Stalin. Além disso, melhorou as relações com o Ocidente e reduziu os investimentos estatais na produção militar.

QUESTÃO 06

1 – A Ação Integralista Brasileira (1932), liderada por Plínio Salgado, era fascista e, portanto, anti-comunista. O cartaz transmite a mensagem de que o braço forte da AIB irá decepar a mão tenebrosa do comunismo que ameaçava o Brasil. A oposição ideológica entre fascismo e comunismo foi um marco importante do período entre-guerras.
2 – O unipartidarismo; tal como nos movimentos fascistas, os integralistas defendiam a existência de um Estado Integral governado somente por um partido. Esse partido – AIB seria o articulador entre os interesses do povo e as ações do Estado.

QUESTÃO 07
1 – Jânio Quadros pregava uma política de austeridade e de combate à corrupção. Sua campanha visava atingir o governo de seu antecessor, JK, do PSD, partido de Lott. A vassoura simbolizava esse discurso moralizante de Jânio.
O candidato do PSD, nas eleições de 1960, era o Marechal Lott, cujo jingle, denuncia as relações da UDN – partido de Jânio Quadros – com o capital estrangeiro. Ao falar que a espada do Marechal era de aço nacional, o PSD procurava relevar o desenvolvimento econômico nacional promovido por JK
2 – Jânio Quadros venceu as eleições presidenciais com mais de cinco milhões de votos. Entretanto, renunciou em agosto de 1961, sem motivo aparente. Na verdade, Jânio pretendia utilizar a renúncia como uma estratégia para conseguir maiores poderes por parte do Congresso e dos militares, mas sem sucesso, já que sua renúncia foi aceita. O vice, João Goulart, assumiu a presidência, após grave crise política gerada pela oposição. A solução parlamentarista foi uma alternativa passageira, uma vez que as forças políticas conservadoras que não aceitaram a posse de Jango, articularam-se contra ele até derrubá-lo do poder.
Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João PinheiroCurso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João PinheiroProf. Newton Miranda (Newtinho)Início - 1a. semana de novembro - 2011Término - 2a. semana de dezembro - 2011Abordagem do conteúdo a partir da solução de questões inéditas e dos vestibulares anteriores.Informações - Tel 031 25517200

Estado moderno, monopólio legítimo da violência e choque de ordem: o governo Paes mostra sua cara.

O filósofo inglês John Locke, fiel representante do liberalismo, se coloca para o pensamento político moderno como um dos primeiros refutadores do absolutismo. Como sustentação de seu pensamento, a idéia de que é preciso garantir a existência de um governo, ou estado, que garanta a liberdade e a preservação da propriedade privada, direitos naturais do homem para Locke (1).Essas são as bases em que se coloca a formação do estado moderno. A defesa intransigente da propriedade privada. Contudo, se esta é uma característica do estado moderno, a defesa da propriedade privada, podemos encontrar com a ajuda do intelectual alemão Max Weber uma característica mais geral a respeito do estado, qual seja, “o monopólio do uso legítimo da força física dentro de um determinado território” (2).Conclui-se que o papel do estado moderno, ou seja, o papel do estado dentro dos marcos do capitalismo é proteger ou garantir a propriedade privada através do monopólio do uso legítimo da violência. Mas todos os estados, ou todos os governos, são iguais, possuem as mesmas características? Atrevo-me a afirmar que não. A essência é a mesma, na medida em que estes estados estão baseados e influenciados por estruturas econômicas alicerçadas na acumulação do capital através da obtenção da mais valia, o grande segredo do capitalismo (3). Agora, o grau de intensidade com que o monopólio legítimo da violência é utilizado para garantir esta acumulação do capital pode variar de governo para governo, de acordo com a correlação de forças presente em cada estado, em cada contexto social.Podemos citar, por exemplo, o ocorrido em 2007, quando mais de 60 famílias da Via Campesina ocuparam a fazenda da multinacional suíça Syngenta Seeds em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. Apesar de a justiça ter determinado que o estado retirasse as famílias da propriedade, o governador Roberto Requião se recusou a cumprir a decisão judicial, tendo sido inclusive obrigado a pagar multa diária de cerca de R$ 2.000,00. Desta forma, o governador se colocou ao lado dos trabalhadores rurais e contra o manejo do uso legítimo da violência para a defesa da propriedade privada. O mesmo pode ser dito da governadora Ana Júlia Carepa, do Pará, que se recusou a retirar os militantes do MST que no mesmo ano de 2007 ocuparam uma estrada de ferro administrada pela Companhia Vale do Rio Doce, durante o chamado “abril vermelho”.Nos dois casos, graças à ação dos governantes, o grau de intensidade com que o estado se manifestou em defesa da propriedade privada foi reduzido. Destarte, podemos considerar estes governantes como progressistas. O que não faz com que a essência do estado seja outra que não a de todos os estados modernos.Por outro lado, podemos observar outra forma de se utilizar o estado, bem diferente dos casos supracitados. A gestão do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, já se inicia demonstrando logo na primeira semana de mandato qual o papel que a prefeitura deve cumprir: a manutenção da ordem. Leia-se manutenção da ordem como caça aos trabalhadores do mercado informal, apreensão de suas mercadorias e demolição de casas sem licença, em geral localizadas em favelas, como é o caso de Rio das Pedras, além do recolhimento de moradores de rua.À primeira vista, a secretaria municipal de ordem pública, responsável por essas ações de choque de ordem, tem conseguido angariar a simpatia da mídia carioca, como atesta as capas dos principais jornais de circulação entre a “classe média” e a “classe média-alta” (4). No entanto, esses jornais escondem o corte de classe presente nessas ações.Não há como esconder que quem possui moradia irregular em Rio das Pedras é quem não possui dinheiro para se regularizar. Não há como esconder que quem possui trabalho informal, não o faz por opção, mas sim, pois não há vagas no trabalho formal. Não há como esconder que quem mora na rua apenas o faz, pois não possui outra opção. As ações tomadas pela secretaria municipal de ordem pública se dirigem exclusivamente à classe mais pauperizada de nossa população e não à classe detentora da propriedade privada. Outras ações poderiam ser tomadas como a criação e formalização de empregos e a criação e regularização de moradias populares. Mas não é isso o que vemos na pauta do dia da prefeitura do Rio de Janeiro. Não à toa podemos classificar o prefeito Eduardo Paes no campo conservador.
Notas:
(1) Ver LOCKE, John. Segundo Tratado Sobre o Governo. São Paulo, Editora Martin Claret, 2003.
(2) Ver WEBER, Max. A política como vocação. In: Ensaios de Sociologia. Rio de Janeiro, LTC, 2002.
(3) Ver MARX, Karl. Salário, preço e lucro. São Paulo, Global editora, 1980.
(4) Emprego os termos “classe média” e “classe média-alta” por representarem conceitos utilizados pelo senso comum, apesar de serem inexatos, na medida em que não representam classes sociais, mas sim categorias sociais. Como bem lembra Lukacs em História e Consciência de Classe, “a divisão da sociedade em classes deve ser definida, no espírito do marxismo, pelo lugar que elas ocupam no processo de produção”.
Theófilo Rodrigues – Estudante de Ciências Sociais da PUC-Rio

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro
Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João PinheiroProf. Newton Miranda (Newtinho)Início - 1a. semana de novembro - 2011Término - 2a. semana de dezembro - 2011Abordagem do conteúdo a partir da solução de questões inéditas e dos vestibulares anteriores.Informações - Tel 031 25517200
Planos Econômicos – Nova República
Prof. Newton Miranda

PLANO CRUZADO
Lançado pelo presidente Sarney, em fevereiro de 1986, o Plano Cruzado pretendia deter a inflação, baseado nas seguintes medidas:
1. Introdução de nova moeda, o cruzado, em substituição ao cruzeiro;.
2. Conversão de todos os contratos pela média dos últimos seis meses, incluindo os salários.
3. Término da indexação.
4. Congelamento dos preços.
5. Reajuste do salário mínimo em 15%.
6. Concessão de um abono de 8% para os salários.
7. Reajuste dos salários toda a vez que a taxa de inflação acumulada chegasse a 20% (gatilho salarial).
8. Estabelecimento de taxa de câmbio fixa.
Em abril de 1986, o IGP (Índice Geral de Preços) acusou deflação de 0,58%, quando em janeiro do mesmo ano havia chegado a 17,79% e em fevereiro, a 14,98%. Mas a inflação retornou. Medida pelo IGP, em dezembro de 1986, alcançou 7,56%; em maio de 1987, atingiu 27,58%.
Em novembro de 1986, o governo lançou o Cruzado II, uma tentativa de correção de rumos, anunciado após as eleições de novembro 1986, nas quais o PMDB elegeu 22 dos 23 governadores, além de 53,4% das cadeiras da Câmara Federal. José Sarney postergou a adoção das medidas de correção do Plano Cruzado para o PMDB ganhar as eleições. Em julho de 1986, havia anunciado apenas medidas consideradas tímidas e insuficientes (‘Cruzadinho’). Sem as devidas correções, o congelamento terminou com ágio, desabastecimento e câmbio negro.
Em 20 de fevereiro de 1987, sem reservas cambiais (apenas US$ 2,8 bilhões, suficientes para pagar três meses de importação), Sarney declarou a moratória da dívida externa.
Quando declaramos a moratória numa solenidade em fevereiro de 1987, disse Sarney, pensávamos em transformá-la numa bandeira política, mas não conseguimos a solidariedade interna nem a solidariedade externa. Ficamos sós. Os EUA resolveram negociar com outros países e isolar o Brasil.
Os EUA resolveram apertar o Brasil porque reatamos relações com Cuba, porque legalizamos os partidos comunistas (...). Numa posição hostil, os norte-americanos adotaram sanções econômicas contra o Brasil, como a taxação do aço e do suco de laranja.
O Plano Bresser
Em abril de 1987, em meio à crise provocada pelo fracasso do Plano Cruzado, e com a inflação em alta, Luiz Carlos Bresser Pereira assumiu o Ministério da Fazenda do Governo Sarney.
Um mês após a sua posse a inflação atingiu o índice de 23,21%. O grande problema era o déficit público, pelo qual o governo gastava mais do arrecadava, sendo que nos primeiros quatro meses de 1987, já se havia acumulado um déficit projetado de 7,2% do PIB. Então, em junho de 1987, foi apresentado um plano econômico de emergência, o Plano Bresser, onde se instituiu o congelamento dos preços, dos aluguéis e dos salários.
Com o intuito de diminuir o déficit público algumas medidas foram tomadas, tais como: desativar o gatilho salarial, aumentar tributos, eliminar o subsídio do trigo e adiar as obras de grande porte já planejadas, entre elas o trem-bala entre São Paulo e Rio, a Ferrovia Norte-Sul e o pólo-petroquímico do Rio de Janeiro. As negociações com o FMI foram retomadas, ocorrendo a suspensão da moratória. Mesmo com todas essas medidas a inflação atingiu o índice alarmante de 366% no acumulado dos 12 meses de 1987.
O Plano Verão
Instituído em 16 de Janeiro de 1989 pelo ministro Maílson Ferreira da Nóbrega, que havia assumido o lugar de Bresser Pereira, que saiu em 1988.
Devido à crise inflacionária da década de 1980, foi editada uma lei que modificava o índice de rendimento da caderneta, promovendo ainda o congelamento dos preços e salários, a criação de uma nova moeda, o Cruzado Novo. Assim como ocorreu no Plano Bresser, o Plano Verão também gerou grandes desajustes às cadernetas de poupança, em que as perdas chegaram a 20,37%.
Plano Brasil Novo ou Plano Collor
O Plano Collor é o nome dado ao conjunto de reformas econômicas para estabilização da inflação criadas durante a presidência de Fernando Collor de Mello (1990-1992), sendo o plano estendido até 31 de julho de 1993. O plano Collor combinava liberação fiscal e financeira com medidas radicais para estabilização da inflação. As principais medidas de estabilização da inflação foram acompanhadas de programas de reforma de comércio externo, a Política Industrial e de Comércio Exterior, mais conhecida como PICE, e um programa de privatização intitulado Programa Nacional de Desestatização, mais conhecido como PND.
O Plano Collor procurava estabilizar a inflação pelo “congelamento” do passivo público (tal como o débito interno) e restringindo o fluxo de dinheiro para parar a inflação inercial.
O governo teria de garantir uma remonetização “ordenada” e “lenta”, a fim de manter a inflação para baixo. Para o controle da velocidade da remonetização, poder-se-ia utilizar uma combinação de ferramentas econômicas, tais como impostos, taxas de câmbio, crédito e taxas de juros.
O congelamento causou uma forte redução no comércio e da produção industrial. Com a redução da geração de dinheiro de 30% para 9% do PIB, a taxa anual de inflação caiu de 81% em março para 9% em junho. Em linhas gerais, as principais medidas do Plano Collor foram:
• 80% de todos os depósitos do overnight, das contas correntes ou das cadernetas de poupança que excedessem a NCz$ 50 mil (cruzado novo) foram congelados por 18 meses, recebendo durante esse período uma rentabilidade equivalente a taxa de inflação mais 6% ao ano.
• Substituição da moeda corrente, o Cruzado Novo, pelo Cruzeiro, à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00
• Criação do IOF, um imposto extraordinário e único sobre as operações
financeiras, sobre todos os ativos financeiros, transações com ouro e ações e sobre todas as retiradas das contas de poupança.
• Foram congelados preços e salários, sendo determinado pelo governo, posteriormente, ajustes que eram baseados na inflação esperada.
• Eliminação de vários tipos de incentivos fiscais: para importações, exportações, agricultura, os incentivos fiscais das regiões Norte e Nordeste, da indústria de computadores e a criação de um imposto sobre as grandes fortunas.
• Aumento de preços dos serviços públicos. Gás, Eletricidade, serviços postais, etc.
• Liberação do câmbio e várias medidas para promover uma gradual abertura na economia brasileira em relação à concorrência externa.
• Extinção de vários institutos governamentais e anúncio de intenção do governo de demitir cerca de 360 mil funcionários públicos.
Plano Collor II
O segundo plano Collor iniciou-se em janeiro de 1991 e incluiu novos congelamentos de preços . O plano conseguiu produzir apenas um curto prazo de queda na inflação, que retornou a subir novamente. Em 10 de maio de 1991, Zélia foi substituída no Ministério da Fazenda por Marcílio Marques Moreira, que utilizou uma combinação de altas taxas de juros e uma política fiscal restritiva. Ao mesmo tempo, os preços foram liberados e um empréstimo de US$2 bilhões do FMI garantiu as reservas internas.
As taxas de inflação durante o Plano Marcílio permaneceram nos níveis da hiperinflação. Marcílio foi substituído por Gustavo Krause, em outubro de 1992. O presidente Fernando Collor de Mello já havia saído do governo devido ao processo do impeachment pelo Congresso, em 28 de setembro de 1992, por acusações de corrupção em um esquema de tráfico de influência. Entre o fim do Plano Marcílio e o começo do Plano Real, a inflação continuou a crescer, atingindo 48% em junho de 1994.
O Plano Real
O Plano Real teve o objetivo de promover a estabilização econômica, sendo iniciado em fevereiro de 1994, por meio da instituição da Unidade Real de Valor (URV), estabeleceu regras de conversão e uso de valores
monetários, iniciou a desindexação da economia, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real. A idealização do projeto, a elaboração das medidas e a execução das reformas econômica e monetária contaram com a contribuição de vários economistas, reunidos pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. O presidente Itamar Franco,autorizou que os trabalhos se dessem de maneira irrestrita, o que tornou o Ministro da Fazenda o homem mais forte e poderoso de seu governo, e no seu candidato natural à sua sucessão. Assim, Fernando Henrique Cardoso elegeu-se presidente do Brasil, ancorado no sucesso do Plano Real, em outubro do mesmo ano.
O Plano Real mostrou-se nos meses e anos seguintes o mais eficaz da história, reduzindo a inflação (objetivo principal), ampliando o poder de compra da população, e remodelando os setores econômicos nacionais.
Em 1º de agosto de 1993, o governo promoveu outra mudança de moeda do Brasil, de Cruzeiro para Cruzeiro Real, para efeito de ajuste de valores.
A partir de 28 de fevereiro de 1994, iniciou-se a publicação dos valores diários da Unidade Real de Valor (URV) pelo Banco Central. A URV serviria como moeda escritural, para todas as transações econômicas, com conversão obrigatória de valores.
Em 1º de julho de 1994 houve a culminância do programa de estabilização, com o lançamento da nova moeda, o Real (R$). Toda a base monetária brasileira foi trocada de acordo com a paridade legalmente estabelecida: CR$2.750,00 para cada R$1,00. A inflação acumulada até julho foi de 815,60%, e a primeira inflação registrada sob efeito da nova moeda foi de 6,08%, mínima recorde em muitos anos.
Devido a corrida inflacionária, entre 1967 e 1993 o Brasil teve moedas diferentes, a saber: Cruzeiro Novo (1967), Cruzeiro (1970), Cruzado (1986), Cruzado Novo (1989), Cruzeiro (1990) e Cruzeiro Real (1993). O resultado positivo do Plano Real tem influenciado a política econômica brasileira desde então.
Em síntese, as etapas e medidas do Plano Real foram:
1. Período de equilíbrio das contas públicas, com redução de despesas e aumento de receitas, e isto teria ocorrido nos anos de 1993/94.
2. Criação da URV (ancorada no dólar) para preservar o poder de compra da massa salarial, evitando medidas de choque como confisco de poupança e quebra de contratos.
3. Lançamento do padrão monetário de nome REAL utilizado até os dias atuais.
As etapas foram implementadas com a adoção das medidas seguintes:
• Desindexação da economia
Medida Adotada: O ajuste e reajuste de preços e valores passaram a ser anualizados e obedeceriam as planilhas de custo de produção.
Justificativa: Era necessário interromper o ciclo vicioso de corrigir valores futuros pela inflação passada, em curtos períodos de tempo. Essa atitude agravava a inflação, tornando-a cada vez maior. Era comum acontecer remarcação de preços várias vezes num mesmo dia.
• Privatizações
Medida Adotada: A troca na propriedade de grandes empresas brasileiras eliminou a obrigação pública de financiar investimentos (que causam inflação se for feito pelo governo através da emissão de moeda sem lastro) e possibilitou a modernização de tais empresas (sob controle estatal havia barreiras impeditivas para tal progresso, como burocracia e falta de recursos).
Justificativa: A iniciativa privada tem meios próprios de financiar os investimentos das empresas, e isto não produz inflação, e sim, desenvolvimento, porque não envolve o orçamento do governo. Este deve alocar recursos para outras áreas importantes. E ainda, na iniciativa privada não há as regras administrativas orçamentárias e licitatórias, que prejudicam a produção das empresas e a concorrência perante o mercado.
• Equilíbrio fiscal
Medida Adotada: Corte de despesas e aumento de cinco pontos percentuais em todos os impostos federais.
Justificativa: A máquina administrativa brasileira era muito grande e consumia muito dinheiro para funcionar. Como o país não produzia
o suficiente, decidiu-se pelo ajuste fiscal, o que incluiu cortes em investimentos, gastos públicos e demissões.
• Abertura econômica
Medida Adotada: Redução gradual de tarifas de importação e facilitação da prestação de serviços internacionais.
Justificativa: Havia temor de que o excesso de demanda por produtos e serviços causasse o desabastecimento e a remarcação de preços, pressionando a inflação (fato ocorrido durante o Plano Cruzado em 1986). Existia também a necessidade de forçar o aperfeiçoamento da indústria nacional, expondo-a à concorrência, o que permitiria o aumento da produção no longo prazo, e essa oferta maior de produtos tenderia a acarretar uma baixa nos preços.
• Políticas monetárias restritivas
Medida Adotada: Aumento da taxa básica de juros e da taxa de depósito compulsório dos bancos.
Justificativa: A taxa de juros teve inicialmente dois propósitos: financiar os gastos públicos excedentes até que se atingisse o equilíbrio fiscal, e reduzir a pressão por financiamentos, considerados agentes inflacionários (esfriamento da economia). Os financiamentos chegaram ter o prazo de quitação regulado pelo governo. O compulsório dos bancos teve o propósito de reduzir a quantidade de dinheiro disponível para empréstimos e financiamentos dos bancos, uma vez que são obrigados a recolher compulsoriamente uma parte dos valores ao Banco Central.
Efeitos imediatos do Plano Real
O efeito regulador do Plano Real foi imediato e muito positivo em seu propósito. A inflação calculada sobre a URV nos meses de sua vigência (abril – junho) ficou em torno de 3%, enquanto que a inflação em cruzeiros reais (CR$) foi de cerca de 190%. Até o início da circulação do real (R$), em julho de 1994, a inflação acumulada foi de 763,12% (no ano) e 5.153,50% (nos últimos 12 meses).
A inflação que antes consumia o poder aquisitivo da população brasileira, impedindo que as pessoas permanecessem com o dinheiro por muito
tempo, principalmente entre o banco e o supermercado, estava agora controlada. O consumidor de baixa renda foi o principal beneficiário.
Durante muitos anos a correção monetária foi uma salvaguarda que permitia aos brasileiros que tinham maior poder aquisitivo defender-se parcialmente da corrosão do valor nominal da moeda, com aplicações bancárias de rendimento diário como o overnight A grande maioria da população, entretanto, não tinha acesso a esses mecanismos e sofria com a desvalorização diária dos recursos recebidos como salário, aposentadoria ou pensão, sendo os maiores prejudicados com a alta inflação.
Não por acaso, após a implantação do Plano Real a taxa de consumo de itens antes “elitizados”, como o iogurte, explodiu nas classes C e D da população, sendo que entre 1993 e 1995, conforme estudos da FGV, houve uma redução de 18,47% da população miserável no país.

QUESTÕES PROPOSTAS
01. Por que os planos Cruzado e Brasil Novo são considerados heterodoxos?
02. CITE três medidas adotadas pelo governo Sarney que fizeram parte do Plano Cruzado.
03. EXPLIQUE a manutenção das medidas do Plano Cruzado até o final das eleições de 1986. Qual foi o partido político beneficiado pelo Cruzado?
04. CITE duas situações ocorridas na economia brasileira que mostraram o fracasso do Plano Cruzado. APRESENTE uma retaliação norte-americana em relação à moratória brasileira.
05. CITE uma medida que tenha sido comum nos Planos Cruzado, Brasil Novo e Real.
06. Na ótica dos valores liberais-burgueses, o Plano Brasil Novo ou Plano Collor feriu importantes princípios.
ANALISE esta afirmativa.
07. APRESENTE os principais elementos do Plano Real.
08. ANALISE o Plano Real como capital político do presidente Itamar Franco.
09. CITE duas medidas adotadas pelo presidente FHC que fizeram parte do ajuste fiscal – considerado necessário para resguardar o Plano Real.
10. Desafio!
FAÇA uma comparação entre as medidas adotadas pelo Plano Real com a solução encontrada pela República de Weimar para o combate à (hiper) inflação
SUGESTÃO DE RESPOSTAS
01. Porque foram planos caracterizados por medidas de choque econômico, por meio das quais, o Estado adotava ações extremamente intervencionistas para combater a inflação.
02. Congelamento de preços, congelamento de salários, criação de uma nova moeda – o cruzado, criação do gatilho salarial para corrigir automaticamente os salários caso a inflação atingisse alta.
03. As medidas foram consideradas impopulares e seriam prejudiciais ao governo naquele momento de eleições. Assim, o governo adotou as medidas após as eleições e garantiu vitória expressiva do PMDB.
04. A cobrança de ágio, o desabastecimento; Os Estados Unidos isolaram o Brasil e aumentaram as tarifas de importação do aço e de outros produtos brasileiros.
05. A criação de uma nova moeda.
06. O Plano comprometeu os princípios da defesa da propriedade privada e da não intervenção do Estado na economia.
07. A estabilização da economia e o combate à inflação foram feitos a partir da criação de uma nova moeda – o real –com paridade com o dólar. Além disso, o governo buscou conter os gastos públicos, aumentou os impostos, intensificou o processo de privatização,entre outros.
08. O sucesso imediato do Plano Real, com o combate à inflação e o crescimento da economia do País, que beneficiaram os segmentos sociais mais populares, contribuíram para vitória de Fernando Henrique Cardoso, ministro responsável pela adoção do Plano Real, nas eleições presidenciais de 1995.
09. Contenção de gastos públicos; aumento de impostos.
10. Abalada por uma crise econômica gravíssima, capitaneada por uma hiperinflação, a República de Weimar adotou a paridade cambial, ou seja, criou uma moeda – o novo marco – atrelada ao dólar. Da mesma forma, o Brasil adotou nova moeda – o real - ancorada no dólar. Nos dois casos, os governos conseguiram estabilizar a economia, reduzir drasticamente a inflação e retomar o crescimento.
Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro
Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João PinheiroProf. Newton Miranda (Newtinho)Início - 1a. semana de novembro - 2011Término - 2a. semana de dezembro - 2011Abordagem do conteúdo a partir da solução de questões inéditas e dos vestibulares anteriores.Informações - Tel 031 25517200

Os muros do mundo

O Muro de Berlim
Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, os principais Aliados reuniram-se na Conferência de Potsdam (Alemanha - julho de 1945) a fim de decidirem o futuro da Alemanha. Entre outras deliberações, EUA, URSS e Inglaterra estabeleceram a divisão da Alemanha e de Berlim em zonas de ocupação militar que, poucos anos depois, deram origem à República Federal da Alemanha – RFA – Alemanha Ocidental – capitalista, e à República Democrática da Alemanha – RDA – Alemanha Oriental – socialista. A cidade de Berlim também foi dividida em zonas que, posteriormente, deram origem a Berlim Ocidental – cidade livre, e Berlim Oriental, capital da RDA. Observe os mapas seguintes e veja que Berlim fica inteiramente na RDA.
O Muro de Berlim foi uma barreira construída pela Alemanha Oriental- RDA. Circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental e de Berlim Oriental. Além de dividir a cidade, o Muro simbolizava a bipolarização do mundo na Guerra Fria. Antes da construção do Muro de Berlim, mais de três milhões de alemaes orientais deixaram a RDA por meio de Berlim. A fim de estancar essa evasão e buscando forçar os aliados ocidentais a aceitaram a perda de Berlim para a RDA, os governos soviético e alemão oriental decidiram pela construção do Muro, isolando Berlim Ocidental por meio de uma separação física. A prosperidade do pós guerra na RFA e em Berlim Ocidental estimulou a imigração de alemães orientais que, em massa, procuravam fugir da ditadura e da probreza que grassavam no lado socialista. Levantado no dia 13 de Agosto de 1961, o Muro possuía 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.
Peter Fechter era um pedreiro da Alemanha Oriental, que, aos 18 anos, se tornou uma das primeiras e, provavelmente, a mais famosa vítima do Muro de Berlim. Ao tentar atravessar a fronteira entre as duas cidades, na rua Zimmerstrasse, ele foi alvejado pelas costas e morreu de hemorragia, sem que os guardas de fronteira da parte ocidental pudessem socorrê-lo.

Os aliados ocidentais, especialmente os EUA, mantiveram o apoio a Berlim Ocidental que, durante muito tempo, foi abastecida pelo ar, numa ponte aérea extraordinária que levava, da RFA para Berlim Ocidental, alimentos, remédios, combustíveis e outros.
Em 1989, a onda revolucionária que varreu o Leste Europeu provocou a derrocada do regime socialista. Após inúmeros distúrbios populares, o governo da RDA decidiu liberar o acesso à Berlim Oriental e à própria RDA. Era o fim de muitos anos de insensata separação, era o fim de uma das mais bizarras criações da Guerra Fria. Pouco depois da derrubada do Muro, ocorreu a reunificação das Alemanhas, sob a direção da RFA que encampou a RDA, formalmente firmada no dia 03 de outubro de1990. Berlim, unificada, tornou-se capital da Alemanha, também unificada. O socialismo e a divisão ficaram num triste passado.


O Muro da Segurança
Após os tratados de Oslo, feitos em 1993, Israel devolveu a Cisjordânia e a Faixa de Gaza para os palestinos. No futuro, a Autoridade Palestina seria alçada ao estatuto de Estado Palestino.
Em 2001, a proposta de construção de uma barreira física para isolar os palestinos de Israel foi apresentada ao parlamento israelense. Seus defensores alegavam a necessidade de uma proteção que pudesse garantir a segurança do Estado de Israel em relação aos sistemáticos ataques palestinos.
A linha do muro possui mais de 700 km e, em várias partes, passa dentro do território palestino, isolamento comunidades. Apesar das condenações internacionais, Israel manteve a construção do Muro. O muro é ladeado por uma faixa de 60 metros de largura em 90% da sua extensão, e a muralha chega a 8 metros de altura em 10% da sua extensão. A maior parte da barreira foi construída na Cisjordânia, e uma parte menor segue a Linha do Armistício de 1949. 12% da área da Cisjordânia ficaram no lado israelense. O Tribunal Internacional de Haia condenou o Muro condenou a construção e alegou que, sob pretexto de garantir sua segurança, Israel anexou terras do povo palestino. Para os palestinos, o Muro é considerado como o novo Apartheid ou o Muro da Segregação.


A Terra Santa não precisa de muros e sim pontes"
Papa João Paulo II - 2009

Documento de apoio –texto adaptado
O mundo vive um momento de comemoração vinda da Alemanha por conta dos 20 anos da queda do Muro de Berlim. Esta queda tem sua importância diretamente proporcional à importância da relação da economia alemã com o resto do mundo. Por isso o tamanho dessa festa, a grande festa do capitalismo. É um símbolo da vitória do capitalismo e com isso vem toda a pompa. Muitos países enviaram representantes para as festividades desta importante data, mas muitos desses países apóiam outros muros ao redor do mundo. Não cogitam a queda dos (outros) muros.
Todos sabem, e a ONU é testemunha, do avanço do muro que Israel vem construindo para isolar a Palestina. Este muro não respeita a fronteira reconhecida pela ONU. Sei que Israel precisa se defender de fundamentalistas islâmicos que agem contra seu povo, mas ao menos poderiam respeitar as fronteiras de outro país. Diferente do de Berlim, este muro está bem longe de ser derrubado, pois tem o apoio dos EUA, que usam seu poder de veto na ONU em qualquer iniciativa contra Israel.
Por falar em EUA, este também tem seu muro, que separa o México da Califórnia. O muro que separa a riqueza da pobreza e onde dezenas de pessoas morrem tentando cruzar a fronteira, como acontecia em Berlim 20 anos atrás. Este muro também não tem data para acabar.
A China, que tem um crescimento econômico grande, também sustenta um grande muro, o muro da censura. Todos aqui de fora só ficam sabendo das notícias boas de sua poderosa economia, mas lá dentro há muita pobreza e exploração do povo, coisa que o governo esconde atrás de um grande muro virtual.
Mas não precisando ir tão longe: temos os muros que estão sendo construídos para delimitar as favelas do Rio. Durante décadas o Estado fechou os olhos para as favelas e agora a solução para barrar seu crescimento foi a construção de um muro. É mais fácil e barato.
Ainda há no mundo muitos muros para serem derrubados, como o que separa as Coréias.
Enquanto a solução de muros estiver viva e ativa, a discórdia e o desentendimento ganharão força.
Fonte - http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2009/11/10/os-muros-ao-redor-do-mundo-914682344.asp

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro

Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro

Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro

Prof. Newton Miranda (Newtinho)

Início - 1a. semana de novembro - 2011
Término - 2a. semana de dezembro - 2011

Abordagem do conteúdo a partir da solução de questões inéditas e dos vestibulares anteriores.

Informações - Tel 031 25517200

Roteiro de estudos - História e Atualidades - 3a, etapa 2011

Roteiro de estudos – 3ª. Etapa fase única

História – 2011

Prof. Newton Miranda

Nome ___________________________________________________________n° ____

01 – Destacar as principais características das Constituições brasileiras de

1891 - 1934 - 1937 - 1946

02 – Conceituar, tendo em vista a 1ª. República:

a- Política do Café com Leite

b – Coronelismo

02 – Conceituar, tendo em vista o governo Vargas (1930 – 1945):

a – DIP

b – DOPS

c – CLT

d – FEB

e – Peleguismo

f – populismo

03 – Faça um pequeno resumo acerca dos governos

a – Dutra

b – Vargas (1951 a 1954)

c – JK

d – Jânio Quadros

c – João Goulart

04 – Explique o motivo das renuncias dos presidentes brasileiros abaixo:

a – Deodoro da Fonseca

b – Jânio Quadros

c – Fernando Collor

05 – Faça um pequeno texto abordando o regime militar brasileiro (1964 – 1985)

06 – Destacar as principais decisões dos Atos Institucionais n°s. 1, 2, 3 e 5.

07 – Utilizando a bandeira da URSS, explique o ideal marxista. Apresente as mais importantes características das etapas da construção da URSS.

08 – Explique a utilização do Fascio, símbolo utilizado por Benito Mussolini para expressar suas idéias políticas.

09 – Apresente a principal razão da Crise de 1929, cite seus principais efeitos nos Estados Unidos e destaque as principais medidas utilizadas para combatê-la (New Deal)

10 – Faça um relato acerca dos Atentados de 11 de setembro de 2001 e indique as principais medidas adotadas pelos Estados Unidos em resposta ao terrorismo da Al-Qaeda.

Roteiro de Estudos de Atualidades

3ª. Etapa – fase única – 2011

Prof. Newton Miranda

Nome __________________________________________________________n° _____

01 –Ler o discurso com atenção e destacar as idéias principais.

Discurso de Dilma Roussef na abertura da Assembléia Geral da ONU – 21/09/11

Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.

(...)

Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres.

Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje.

(...)

Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores ou sairemos todos derrotados.

(...)

Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as consequências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.

Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.

(...)

Há pelo menos três anos, senhor Presidente, o Brasil repete, nesta mesma tribuna, que é preciso combater as causas, e não só as consequências da instabilidade global.

É assim que agimos em nosso compromisso com o Haiti e com a Guiné-Bissau. Na liderança da Minustah, temos promovido, desde 2004, no Haiti, projetos humanitários, que integram segurança e desenvolvimento. Com profundo respeito à soberania haitiana, o Brasil tem o orgulho de cooperar para a consolidação da democracia naquele país.

Desde o final de 2010, assistimos a uma sucessão de manifestações populares que se convencionou denominar "Primavera Árabe". O Brasil é pátria de adoção de muitos imigrantes daquela parte do mundo. Os brasileiros se solidarizam com a busca de um ideal que não pertence a nenhuma cultura, porque é universal: a liberdade.

É preciso que as nações aqui reunidas encontrem uma forma legítima e eficaz de ajudar as sociedades que clamam por reforma, sem retirar de seus cidadãos a condução do processo.

Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis. Estamos convencidos de que, para a comunidade internacional, o recurso à força deve ser sempre a última alternativa. A busca da paz e da segurança no mundo não pode limitar-se a intervenções em situações extremas.

(...)

O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento.

O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. No Conselho de Direitos Humanos, atuamos inspirados por nossa própria história de superação. Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos.

O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram.

Quero estender ao Sudão do Sul as boas vindas à nossa família de nações. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para seu desenvolvimento soberano.

Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.

O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia - como deve ser.

Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.

E é com a esperança de que estes valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra de iniciar o Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da ONU.

Muito obrigada.

(Discurso da presidente Dilma Roussef na abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU, no dia 21 de setembro de 2011)

02 – Discutir a criação da Comissão da Verdade no governo Dilma Roussef.

03 – Elaborar um texto acerca da corrupção no Brasil e da reação da sociedade em relação à má conduta dos políticos e autoridades.

04 - O USA PATRIOT ACT”, comumente conhecido como Patriot Act, é um controverso ato do Congresso dos Estados Unidos da América que o presidente, George W. Bush, assinou tornando-o lei em 26 de outubro de 2001. O acrônimo significa "Uniting and Strengthening America by Providing Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism Act of 2001" (algo como Ato de Unir e Fortalecer a América Providenciando Ferramentas Apropriadas Necessárias para Interceptar e Obstruir o Terrorismo, de 2001).

Entre as medidas impostas pela lei, estão a invasão de lares, espionagem de cidadãos, interrogações e torturas de possíveis suspeitos de espionagem ou terrorismo, sem direito a defesa ou julgamento. As liberdades civis com esse ato são removidas do cidadão. Muitos historiadores relacionam essa lei como um passo legal para a instituição de lei marcial na eventualidade de qualquer ato de terrorismo, falso ou verdadeiro. De acordo com o Departament of Homeland Secuirity todas as ações consideradas Antigovernamentais, são imediatamente consideradas atos de terrorismo.

Comente as implicações do Ato Patriótico para a sociedade dos EUA.

05 – Faça um resumo do filme A Onda – a contaminação fascista.

Professor em "A Onda"

06 – Leia o texto seguinte e faça uma relação dos dados históricos nele contidos com a História recente do Brasil.

"ATÉ QUANDO?

A ditadura será

nossa rotina e destino?

a tirania será

nosso castigo divino?

Por que os nossos sonhos

sempre viram pesadelo?

A nossa democracia

será sempre um intervalo

entre o chute de uma bota

e o coice de um cavalo?

A carta de 46

morrendo em 64

nos faz parar e pensar:

o povo, aonde está?"

(Milton Nascimento e Fernando Brant apud RIBEIRO, p.138)


Planos Econômicos – Nova República

Prof. Newton Miranda

PLANO CRUZADO

Lançado pelo presidente Sarney, em fevereiro de 1986, o Plano Cruzado pretendia deter a inflação, baseado nas seguintes medidas:

1. Introdução de nova moeda, o cruzado, em substituição ao cruzeiro;.

2. Conversão de todos os contratos pela média dos últimos seis meses, incluindo os salários.

3. Término da indexação.

4. Congelamento dos preços.

5. Reajuste do salário mínimo em 15%.

6. Concessão de um abono de 8% para os salários.

7. Reajuste dos salários toda a vez que a taxa de inflação acumulada chegasse a 20% (gatilho salarial).

8. Estabelecimento de taxa de câmbio fixa.

Em abril de 1986, o IGP (Índice Geral de Preços) acusou deflação de 0,58%, quando em janeiro do mesmo ano havia chegado a 17,79% e em fevereiro, a 14,98%. Mas a inflação retornou. Medida pelo IGP, em dezembro de 1986, alcançou 7,56%; em maio de 1987, atingiu 27,58%.

Em novembro de 1986, o governo lançou o Cruzado II, uma tentativa de correção de rumos, anunciado após as eleições de novembro 1986, nas quais o PMDB elegeu 22 dos 23 governadores, além de 53,4% das cadeiras da Câmara Federal. José Sarney postergou a adoção das medidas de correção do Plano Cruzado para o PMDB ganhar as eleições. Em julho de 1986, havia anunciado apenas medidas consideradas tímidas e insuficientes (‘Cruzadinho’). Sem as devidas correções, o congelamento terminou com ágio, desabastecimento e câmbio negro.

Em 20 de fevereiro de 1987, sem reservas cambiais (apenas US$ 2,8 bilhões, suficientes para pagar três meses de importação), Sarney declarou a moratória da dívida externa.

Quando declaramos a moratória numa solenidade em fevereiro de 1987, disse Sarney, pensávamos em transformá-la numa bandeira política, mas não conseguimos a solidariedade interna nem a solidariedade externa. Ficamos sós. Os EUA resolveram negociar com outros países e isolar o Brasil.

Os EUA resolveram apertar o Brasil porque reatamos relações com Cuba, porque legalizamos os partidos comunistas (...). Numa posição hostil, os norte-americanos adotaram sanções econômicas contra o Brasil, como a taxação do aço e do suco de laranja.

O Plano Bresser

Em abril de 1987, em meio à crise provocada pelo fracasso do Plano Cruzado, e com a inflação em alta, Luiz Carlos Bresser Pereira assumiu o Ministério da Fazenda do Governo Sarney.

Um mês após a sua posse a inflação atingiu o índice de 23,21%. O grande problema era o déficit público, pelo qual o governo gastava mais do arrecadava, sendo que nos primeiros quatro meses de 1987, já se havia acumulado um déficit projetado de 7,2% do PIB. Então, em junho de 1987, foi apresentado um plano econômico de emergência, o Plano Bresser, onde se instituiu o congelamento dos preços, dos aluguéis e dos salários.

Com o intuito de diminuir o déficit público algumas medidas foram tomadas, tais como: desativar o gatilho salarial, aumentar tributos, eliminar o subsídio do trigo e adiar as obras de grande porte já planejadas, entre elas o trem-bala entre São Paulo e Rio, a Ferrovia Norte-Sul e o pólo-petroquímico do Rio de Janeiro. As negociações com o FMI foram retomadas, ocorrendo a suspensão da moratória. Mesmo com todas essas medidas a inflação atingiu o índice alarmante de 366% no acumulado dos 12 meses de 1987.

O Plano Verão

Instituído em 16 de Janeiro de 1989 pelo ministro Maílson Ferreira da Nóbrega, que havia assumido o lugar de Bresser Pereira, que saiu em 1988.

Devido à crise inflacionária da década de 1980, foi editada uma lei que modificava o índice de rendimento da caderneta, promovendo ainda o congelamento dos preços e salários, a criação de uma nova moeda, o Cruzado Novo. Assim como ocorreu no Plano Bresser, o Plano Verão também gerou grandes desajustes às cadernetas de poupança, em que as perdas chegaram a 20,37%.

Plano Brasil Novo ou Plano Collor

O Plano Collor é o nome dado ao conjunto de reformas econômicas para estabilização da inflação criadas durante a presidência de Fernando Collor de Mello (1990-1992), sendo o plano estendido até 31 de julho de 1993. O plano Collor combinava liberação fiscal e financeira com medidas radicais para estabilização da inflação. As principais medidas de estabilização da inflação foram acompanhadas de programas de reforma de comércio externo, a Política Industrial e de Comércio Exterior, mais conhecida como PICE, e um programa de privatização intitulado Programa Nacional de Desestatização, mais conhecido como PND.

O Plano Collor procurava estabilizar a inflação pelo “congelamento” do passivo público (tal como o débito interno) e restringindo o fluxo de dinheiro para parar a inflação inercial.

O governo teria de garantir uma remonetização “ordenada” e “lenta”, a fim de manter a inflação para baixo. Para o controle da velocidade da remonetização, poder-se-ia utilizar uma combinação de ferramentas econômicas, tais como impostos, taxas de câmbio, crédito e taxas de juros.

O congelamento causou uma forte redução no comércio e da produção industrial. Com a redução da geração de dinheiro de 30% para 9% do PIB, a taxa anual de inflação caiu de 81% em março para 9% em junho. Em linhas gerais, as principais medidas do Plano Collor foram:

• 80% de todos os depósitos do overnight, das contas correntes ou das cadernetas de poupança que excedessem a NCz$ 50 mil (cruzado novo) foram congelados por 18 meses, recebendo durante esse período uma rentabilidade equivalente a taxa de inflação mais 6% ao ano.

• Substituição da moeda corrente, o Cruzado Novo, pelo Cruzeiro, à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00

• Criação do IOF, um imposto extraordinário e único sobre as operações

financeiras, sobre todos os ativos financeiros, transações com ouro e ações e sobre todas as retiradas das contas de poupança.

• Foram congelados preços e salários, sendo determinado pelo governo, posteriormente, ajustes que eram baseados na inflação esperada.

• Eliminação de vários tipos de incentivos fiscais: para importações, exportações, agricultura, os incentivos fiscais das regiões Norte e Nordeste, da indústria de computadores e a criação de um imposto sobre as grandes fortunas.

• Aumento de preços dos serviços públicos. Gás, Eletricidade, serviços postais, etc.

• Liberação do câmbio e várias medidas para promover uma gradual abertura na economia brasileira em relação à concorrência externa.

• Extinção de vários institutos governamentais e anúncio de intenção do governo de demitir cerca de 360 mil funcionários públicos.

Plano Collor II

O segundo plano Collor iniciou-se em janeiro de 1991 e incluiu novos congelamentos de preços . O plano conseguiu produzir apenas um curto prazo de queda na inflação, que retornou a subir novamente. Em 10 de maio de 1991, Zélia foi substituída no Ministério da Fazenda por Marcílio Marques Moreira, que utilizou uma combinação de altas taxas de juros e uma política fiscal restritiva. Ao mesmo tempo, os preços foram liberados e um empréstimo de US$2 bilhões do FMI garantiu as reservas internas.

As taxas de inflação durante o Plano Marcílio permaneceram nos níveis da hiperinflação. Marcílio foi substituído por Gustavo Krause, em outubro de 1992. O presidente Fernando Collor de Mello já havia saído do governo devido ao processo do impeachment pelo Congresso, em 28 de setembro de 1992, por acusações de corrupção em um esquema de tráfico de influência. Entre o fim do Plano Marcílio e o começo do Plano Real, a inflação continuou a crescer, atingindo 48% em junho de 1994.

O Plano Real

O Plano Real teve o objetivo de promover a estabilização econômica, sendo iniciado em fevereiro de 1994, por meio da instituição da Unidade Real de Valor (URV), estabeleceu regras de conversão e uso de valores

monetários, iniciou a desindexação da economia, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real. A idealização do projeto, a elaboração das medidas e a execução das reformas econômica e monetária contaram com a contribuição de vários economistas, reunidos pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. O presidente Itamar Franco,autorizou que os trabalhos se dessem de maneira irrestrita, o que tornou o Ministro da Fazenda o homem mais forte e poderoso de seu governo, e no seu candidato natural à sua sucessão. Assim, Fernando Henrique Cardoso elegeu-se presidente do Brasil, ancorado no sucesso do Plano Real, em outubro do mesmo ano.

O Plano Real mostrou-se nos meses e anos seguintes o mais eficaz da história, reduzindo a inflação (objetivo principal), ampliando o poder de compra da população, e remodelando os setores econômicos nacionais.

Em 1º de agosto de 1993, o governo promoveu outra mudança de moeda do Brasil, de Cruzeiro para Cruzeiro Real, para efeito de ajuste de valores.

A partir de 28 de fevereiro de 1994, iniciou-se a publicação dos valores diários da Unidade Real de Valor (URV) pelo Banco Central. A URV serviria como moeda escritural, para todas as transações econômicas, com conversão obrigatória de valores.

Em 1º de julho de 1994 houve a culminância do programa de estabilização, com o lançamento da nova moeda, o Real (R$). Toda a base monetária brasileira foi trocada de acordo com a paridade legalmente estabelecida: CR$2.750,00 para cada R$1,00. A inflação acumulada até julho foi de 815,60%, e a primeira inflação registrada sob efeito da nova moeda foi de 6,08%, mínima recorde em muitos anos.

Devido a corrida inflacionária, entre 1967 e 1993 o Brasil teve moedas diferentes, a saber: Cruzeiro Novo (1967), Cruzeiro (1970), Cruzado (1986), Cruzado Novo (1989), Cruzeiro (1990) e Cruzeiro Real (1993). O resultado positivo do Plano Real tem influenciado a política econômica brasileira desde então.

Em síntese, as etapas e medidas do Plano Real foram:

1. Período de equilíbrio das contas públicas, com redução de despesas e aumento de receitas, e isto teria ocorrido nos anos de 1993/94.

2. Criação da URV (ancorada no dólar) para preservar o poder de compra da massa salarial, evitando medidas de choque como confisco de poupança e quebra de contratos.

3. Lançamento do padrão monetário de nome REAL utilizado até os dias atuais.

As etapas foram implementadas com a adoção das medidas seguintes:

• Desindexação da economia

Medida Adotada: O ajuste e reajuste de preços e valores passaram a ser anualizados e obedeceriam as planilhas de custo de produção.

Justificativa: Era necessário interromper o ciclo vicioso de corrigir valores futuros pela inflação passada, em curtos períodos de tempo. Essa atitude agravava a inflação, tornando-a cada vez maior. Era comum acontecer remarcação de preços várias vezes num mesmo dia.

• Privatizações

Medida Adotada: A troca na propriedade de grandes empresas brasileiras eliminou a obrigação pública de financiar investimentos (que causam inflação se for feito pelo governo através da emissão de moeda sem lastro) e possibilitou a modernização de tais empresas (sob controle estatal havia barreiras impeditivas para tal progresso, como burocracia e falta de recursos).

Justificativa: A iniciativa privada tem meios próprios de financiar os investimentos das empresas, e isto não produz inflação, e sim, desenvolvimento, porque não envolve o orçamento do governo. Este deve alocar recursos para outras áreas importantes. E ainda, na iniciativa privada não há as regras administrativas orçamentárias e licitatórias, que prejudicam a produção das empresas e a concorrência perante o mercado.

• Equilíbrio fiscal

Medida Adotada: Corte de despesas e aumento de cinco pontos percentuais em todos os impostos federais.

Justificativa: A máquina administrativa brasileira era muito grande e consumia muito dinheiro para funcionar. Como o país não produzia

o suficiente, decidiu-se pelo ajuste fiscal, o que incluiu cortes em investimentos, gastos públicos e demissões.

• Abertura econômica

Medida Adotada: Redução gradual de tarifas de importação e facilitação da prestação de serviços internacionais.

Justificativa: Havia temor de que o excesso de demanda por produtos e serviços causasse o desabastecimento e a remarcação de preços, pressionando a inflação (fato ocorrido durante o Plano Cruzado em 1986). Existia também a necessidade de forçar o aperfeiçoamento da indústria nacional, expondo-a à concorrência, o que permitiria o aumento da produção no longo prazo, e essa oferta maior de produtos tenderia a acarretar uma baixa nos preços.

• Políticas monetárias restritivas

Medida Adotada: Aumento da taxa básica de juros e da taxa de depósito compulsório dos bancos.

Justificativa: A taxa de juros teve inicialmente dois propósitos: financiar os gastos públicos excedentes até que se atingisse o equilíbrio fiscal, e reduzir a pressão por financiamentos, considerados agentes inflacionários (esfriamento da economia). Os financiamentos chegaram ter o prazo de quitação regulado pelo governo. O compulsório dos bancos teve o propósito de reduzir a quantidade de dinheiro disponível para empréstimos e financiamentos dos bancos, uma vez que são obrigados a recolher compulsoriamente uma parte dos valores ao Banco Central.

Efeitos imediatos do Plano Real

O efeito regulador do Plano Real foi imediato e muito positivo em seu propósito. A inflação calculada sobre a URV nos meses de sua vigência (abril – junho) ficou em torno de 3%, enquanto que a inflação em cruzeiros reais (CR$) foi de cerca de 190%. Até o início da circulação do real (R$), em julho de 1994, a inflação acumulada foi de 763,12% (no ano) e 5.153,50% (nos últimos 12 meses).

A inflação que antes consumia o poder aquisitivo da população brasileira, impedindo que as pessoas permanecessem com o dinheiro por muito

tempo, principalmente entre o banco e o supermercado, estava agora controlada. O consumidor de baixa renda foi o principal beneficiário.

Durante muitos anos a correção monetária foi uma salvaguarda que permitia aos brasileiros que tinham maior poder aquisitivo defender-se parcialmente da corrosão do valor nominal da moeda, com aplicações bancárias de rendimento diário como o overnight A grande maioria da população, entretanto, não tinha acesso a esses mecanismos e sofria com a desvalorização diária dos recursos recebidos como salário, aposentadoria ou pensão, sendo os maiores prejudicados com a alta inflação.

Não por acaso, após a implantação do Plano Real a taxa de consumo de itens antes “elitizados”, como o iogurte, explodiu nas classes C e D da população, sendo que entre 1993 e 1995, conforme estudos da FGV, houve uma redução de 18,47% da população miserável no país.

Efeito do Plano Real sobre a inflação

QUESTÕES PROPOSTAS

01. Por que os planos Cruzado e Brasil Novo são considerados heterodoxos?

02. CITE três medidas adotadas pelo governo Sarney que fizeram parte do Plano Cruzado.

03. EXPLIQUE a manutenção das medidas do Plano Cruzado até o final das eleições de 1986. Qual foi o partido político beneficiado pelo Cruzado?

04. CITE duas situações ocorridas na economia brasileira que mostraram o fracasso do Plano Cruzado. APRESENTE uma retaliação norte-americana em relação à moratória brasileira.

05. CITE uma medida que tenha sido comum nos Planos Cruzado, Brasil Novo e Real.

06. Na ótica dos valores liberais-burgueses, o Plano Brasil Novo ou Plano Collor feriu importantes princípios.

ANALISE esta afirmativa.

07. APRESENTE os principais elementos do Plano Real.

08. ANALISE o Plano Real como capital político do presidente Itamar Franco.

09. CITE duas medidas adotadas pelo presidente FHC que fizeram parte do ajuste fiscal – considerado necessário para resguardar o Plano Real.

10. Desafio!

FAÇA uma comparação entre as medidas adotadas pelo Plano Real com a solução encontrada pela República de Weimar para o combate à (hiper) inflação

SUGESTÃO DE RESPOSTAS

01. Porque foram planos caracterizados por medidas de choque econômico, por meio das quais, o Estado adotava ações extremamente intervencionistas para combater a inflação.

02. Congelamento de preços, congelamento de salários, criação de uma nova moeda – o cruzado, criação do gatilho salarial para corrigir automaticamente os salários caso a inflação atingisse alta.

03. As medidas foram consideradas impopulares e seriam prejudiciais ao governo naquele momento de eleições. Assim, o governo adotou as medidas após as eleições e garantiu vitória expressiva do PMDB.

04. A cobrança de ágio, o desabastecimento; Os Estados Unidos isolaram o Brasil e aumentaram as tarifas de importação do aço e de outros produtos brasileiros.

05. A criação de uma nova moeda.

06. O Plano comprometeu os princípios da defesa da propriedade privada e da não intervenção do Estado na economia.

07. A estabilização da economia e o combate à inflação foram feitos a partir da criação de uma nova moeda – o real –com paridade com o dólar. Além disso, o governo buscou conter os gastos públicos, aumentou os impostos, intensificou o processo de privatização,entre outros.

08. O sucesso imediato do Plano Real, com o combate à inflação e o crescimento da economia do País, que beneficiaram os segmentos sociais mais populares, contribuíram para vitória de Fernando Henrique Cardoso, ministro responsável pela adoção do Plano Real, nas eleições presidenciais de 1995.

09. Contenção de gastos públicos; aumento de impostos.

10. Abalada por uma crise econômica gravíssima, capitaneada por uma hiperinflação, a República de Weimar adotou a paridade cambial, ou seja, criou uma moeda – o novo marco – atrelada ao dólar. Da mesma forma, o Brasil adotou nova moeda – o real - ancorada no dólar. Nos dois casos, os governos conseguiram estabilizar a economia, reduzir drasticamente a inflação e retomar o crescimento.