sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Roteiro de estudos - História e Atualidades - 3a, etapa 2011

Roteiro de estudos – 3ª. Etapa fase única

História – 2011

Prof. Newton Miranda

Nome ___________________________________________________________n° ____

01 – Destacar as principais características das Constituições brasileiras de

1891 - 1934 - 1937 - 1946

02 – Conceituar, tendo em vista a 1ª. República:

a- Política do Café com Leite

b – Coronelismo

02 – Conceituar, tendo em vista o governo Vargas (1930 – 1945):

a – DIP

b – DOPS

c – CLT

d – FEB

e – Peleguismo

f – populismo

03 – Faça um pequeno resumo acerca dos governos

a – Dutra

b – Vargas (1951 a 1954)

c – JK

d – Jânio Quadros

c – João Goulart

04 – Explique o motivo das renuncias dos presidentes brasileiros abaixo:

a – Deodoro da Fonseca

b – Jânio Quadros

c – Fernando Collor

05 – Faça um pequeno texto abordando o regime militar brasileiro (1964 – 1985)

06 – Destacar as principais decisões dos Atos Institucionais n°s. 1, 2, 3 e 5.

07 – Utilizando a bandeira da URSS, explique o ideal marxista. Apresente as mais importantes características das etapas da construção da URSS.

08 – Explique a utilização do Fascio, símbolo utilizado por Benito Mussolini para expressar suas idéias políticas.

09 – Apresente a principal razão da Crise de 1929, cite seus principais efeitos nos Estados Unidos e destaque as principais medidas utilizadas para combatê-la (New Deal)

10 – Faça um relato acerca dos Atentados de 11 de setembro de 2001 e indique as principais medidas adotadas pelos Estados Unidos em resposta ao terrorismo da Al-Qaeda.

Roteiro de Estudos de Atualidades

3ª. Etapa – fase única – 2011

Prof. Newton Miranda

Nome __________________________________________________________n° _____

01 –Ler o discurso com atenção e destacar as idéias principais.

Discurso de Dilma Roussef na abertura da Assembléia Geral da ONU – 21/09/11

Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.

(...)

Divido esta emoção com mais da metade dos seres humanos deste planeta, que, como eu, nasceram mulher, e que, com tenacidade, estão ocupando o lugar que merecem no mundo. Tenho certeza, senhoras e senhores, de que este será o século das mulheres.

Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje.

(...)

Mais que nunca, o destino do mundo está nas mãos de todos os seus governantes, sem exceção. Ou nos unimos todos e saímos, juntos, vencedores ou sairemos todos derrotados.

(...)

Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as consequências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.

Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.

(...)

Há pelo menos três anos, senhor Presidente, o Brasil repete, nesta mesma tribuna, que é preciso combater as causas, e não só as consequências da instabilidade global.

É assim que agimos em nosso compromisso com o Haiti e com a Guiné-Bissau. Na liderança da Minustah, temos promovido, desde 2004, no Haiti, projetos humanitários, que integram segurança e desenvolvimento. Com profundo respeito à soberania haitiana, o Brasil tem o orgulho de cooperar para a consolidação da democracia naquele país.

Desde o final de 2010, assistimos a uma sucessão de manifestações populares que se convencionou denominar "Primavera Árabe". O Brasil é pátria de adoção de muitos imigrantes daquela parte do mundo. Os brasileiros se solidarizam com a busca de um ideal que não pertence a nenhuma cultura, porque é universal: a liberdade.

É preciso que as nações aqui reunidas encontrem uma forma legítima e eficaz de ajudar as sociedades que clamam por reforma, sem retirar de seus cidadãos a condução do processo.

Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis. Estamos convencidos de que, para a comunidade internacional, o recurso à força deve ser sempre a última alternativa. A busca da paz e da segurança no mundo não pode limitar-se a intervenções em situações extremas.

(...)

O mundo precisa de um Conselho de Segurança que venha a refletir a realidade contemporânea; um Conselho que incorpore novos membros permanentes e não-permanentes, em especial representantes dos países em desenvolvimento.

O Brasil está pronto a assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho. Vivemos em paz com nossos vizinhos há mais de 140 anos. No Conselho de Direitos Humanos, atuamos inspirados por nossa própria história de superação. Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos.

O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram.

Quero estender ao Sudão do Sul as boas vindas à nossa família de nações. O Brasil está pronto a cooperar com o mais jovem membro das Nações Unidas e contribuir para seu desenvolvimento soberano.

Mas lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembleia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título.

O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia - como deve ser.

Como mulher que sofreu tortura no cárcere, sei como são importantes os valores da democracia, da justiça, dos direitos humanos e da liberdade.

E é com a esperança de que estes valores continuem inspirando o trabalho desta Casa das Nações que tenho a honra de iniciar o Debate Geral da 66ª Assembleia Geral da ONU.

Muito obrigada.

(Discurso da presidente Dilma Roussef na abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU, no dia 21 de setembro de 2011)

02 – Discutir a criação da Comissão da Verdade no governo Dilma Roussef.

03 – Elaborar um texto acerca da corrupção no Brasil e da reação da sociedade em relação à má conduta dos políticos e autoridades.

04 - O USA PATRIOT ACT”, comumente conhecido como Patriot Act, é um controverso ato do Congresso dos Estados Unidos da América que o presidente, George W. Bush, assinou tornando-o lei em 26 de outubro de 2001. O acrônimo significa "Uniting and Strengthening America by Providing Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism Act of 2001" (algo como Ato de Unir e Fortalecer a América Providenciando Ferramentas Apropriadas Necessárias para Interceptar e Obstruir o Terrorismo, de 2001).

Entre as medidas impostas pela lei, estão a invasão de lares, espionagem de cidadãos, interrogações e torturas de possíveis suspeitos de espionagem ou terrorismo, sem direito a defesa ou julgamento. As liberdades civis com esse ato são removidas do cidadão. Muitos historiadores relacionam essa lei como um passo legal para a instituição de lei marcial na eventualidade de qualquer ato de terrorismo, falso ou verdadeiro. De acordo com o Departament of Homeland Secuirity todas as ações consideradas Antigovernamentais, são imediatamente consideradas atos de terrorismo.

Comente as implicações do Ato Patriótico para a sociedade dos EUA.

05 – Faça um resumo do filme A Onda – a contaminação fascista.

Professor em "A Onda"

06 – Leia o texto seguinte e faça uma relação dos dados históricos nele contidos com a História recente do Brasil.

"ATÉ QUANDO?

A ditadura será

nossa rotina e destino?

a tirania será

nosso castigo divino?

Por que os nossos sonhos

sempre viram pesadelo?

A nossa democracia

será sempre um intervalo

entre o chute de uma bota

e o coice de um cavalo?

A carta de 46

morrendo em 64

nos faz parar e pensar:

o povo, aonde está?"

(Milton Nascimento e Fernando Brant apud RIBEIRO, p.138)


Planos Econômicos – Nova República

Prof. Newton Miranda

PLANO CRUZADO

Lançado pelo presidente Sarney, em fevereiro de 1986, o Plano Cruzado pretendia deter a inflação, baseado nas seguintes medidas:

1. Introdução de nova moeda, o cruzado, em substituição ao cruzeiro;.

2. Conversão de todos os contratos pela média dos últimos seis meses, incluindo os salários.

3. Término da indexação.

4. Congelamento dos preços.

5. Reajuste do salário mínimo em 15%.

6. Concessão de um abono de 8% para os salários.

7. Reajuste dos salários toda a vez que a taxa de inflação acumulada chegasse a 20% (gatilho salarial).

8. Estabelecimento de taxa de câmbio fixa.

Em abril de 1986, o IGP (Índice Geral de Preços) acusou deflação de 0,58%, quando em janeiro do mesmo ano havia chegado a 17,79% e em fevereiro, a 14,98%. Mas a inflação retornou. Medida pelo IGP, em dezembro de 1986, alcançou 7,56%; em maio de 1987, atingiu 27,58%.

Em novembro de 1986, o governo lançou o Cruzado II, uma tentativa de correção de rumos, anunciado após as eleições de novembro 1986, nas quais o PMDB elegeu 22 dos 23 governadores, além de 53,4% das cadeiras da Câmara Federal. José Sarney postergou a adoção das medidas de correção do Plano Cruzado para o PMDB ganhar as eleições. Em julho de 1986, havia anunciado apenas medidas consideradas tímidas e insuficientes (‘Cruzadinho’). Sem as devidas correções, o congelamento terminou com ágio, desabastecimento e câmbio negro.

Em 20 de fevereiro de 1987, sem reservas cambiais (apenas US$ 2,8 bilhões, suficientes para pagar três meses de importação), Sarney declarou a moratória da dívida externa.

Quando declaramos a moratória numa solenidade em fevereiro de 1987, disse Sarney, pensávamos em transformá-la numa bandeira política, mas não conseguimos a solidariedade interna nem a solidariedade externa. Ficamos sós. Os EUA resolveram negociar com outros países e isolar o Brasil.

Os EUA resolveram apertar o Brasil porque reatamos relações com Cuba, porque legalizamos os partidos comunistas (...). Numa posição hostil, os norte-americanos adotaram sanções econômicas contra o Brasil, como a taxação do aço e do suco de laranja.

O Plano Bresser

Em abril de 1987, em meio à crise provocada pelo fracasso do Plano Cruzado, e com a inflação em alta, Luiz Carlos Bresser Pereira assumiu o Ministério da Fazenda do Governo Sarney.

Um mês após a sua posse a inflação atingiu o índice de 23,21%. O grande problema era o déficit público, pelo qual o governo gastava mais do arrecadava, sendo que nos primeiros quatro meses de 1987, já se havia acumulado um déficit projetado de 7,2% do PIB. Então, em junho de 1987, foi apresentado um plano econômico de emergência, o Plano Bresser, onde se instituiu o congelamento dos preços, dos aluguéis e dos salários.

Com o intuito de diminuir o déficit público algumas medidas foram tomadas, tais como: desativar o gatilho salarial, aumentar tributos, eliminar o subsídio do trigo e adiar as obras de grande porte já planejadas, entre elas o trem-bala entre São Paulo e Rio, a Ferrovia Norte-Sul e o pólo-petroquímico do Rio de Janeiro. As negociações com o FMI foram retomadas, ocorrendo a suspensão da moratória. Mesmo com todas essas medidas a inflação atingiu o índice alarmante de 366% no acumulado dos 12 meses de 1987.

O Plano Verão

Instituído em 16 de Janeiro de 1989 pelo ministro Maílson Ferreira da Nóbrega, que havia assumido o lugar de Bresser Pereira, que saiu em 1988.

Devido à crise inflacionária da década de 1980, foi editada uma lei que modificava o índice de rendimento da caderneta, promovendo ainda o congelamento dos preços e salários, a criação de uma nova moeda, o Cruzado Novo. Assim como ocorreu no Plano Bresser, o Plano Verão também gerou grandes desajustes às cadernetas de poupança, em que as perdas chegaram a 20,37%.

Plano Brasil Novo ou Plano Collor

O Plano Collor é o nome dado ao conjunto de reformas econômicas para estabilização da inflação criadas durante a presidência de Fernando Collor de Mello (1990-1992), sendo o plano estendido até 31 de julho de 1993. O plano Collor combinava liberação fiscal e financeira com medidas radicais para estabilização da inflação. As principais medidas de estabilização da inflação foram acompanhadas de programas de reforma de comércio externo, a Política Industrial e de Comércio Exterior, mais conhecida como PICE, e um programa de privatização intitulado Programa Nacional de Desestatização, mais conhecido como PND.

O Plano Collor procurava estabilizar a inflação pelo “congelamento” do passivo público (tal como o débito interno) e restringindo o fluxo de dinheiro para parar a inflação inercial.

O governo teria de garantir uma remonetização “ordenada” e “lenta”, a fim de manter a inflação para baixo. Para o controle da velocidade da remonetização, poder-se-ia utilizar uma combinação de ferramentas econômicas, tais como impostos, taxas de câmbio, crédito e taxas de juros.

O congelamento causou uma forte redução no comércio e da produção industrial. Com a redução da geração de dinheiro de 30% para 9% do PIB, a taxa anual de inflação caiu de 81% em março para 9% em junho. Em linhas gerais, as principais medidas do Plano Collor foram:

• 80% de todos os depósitos do overnight, das contas correntes ou das cadernetas de poupança que excedessem a NCz$ 50 mil (cruzado novo) foram congelados por 18 meses, recebendo durante esse período uma rentabilidade equivalente a taxa de inflação mais 6% ao ano.

• Substituição da moeda corrente, o Cruzado Novo, pelo Cruzeiro, à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00

• Criação do IOF, um imposto extraordinário e único sobre as operações

financeiras, sobre todos os ativos financeiros, transações com ouro e ações e sobre todas as retiradas das contas de poupança.

• Foram congelados preços e salários, sendo determinado pelo governo, posteriormente, ajustes que eram baseados na inflação esperada.

• Eliminação de vários tipos de incentivos fiscais: para importações, exportações, agricultura, os incentivos fiscais das regiões Norte e Nordeste, da indústria de computadores e a criação de um imposto sobre as grandes fortunas.

• Aumento de preços dos serviços públicos. Gás, Eletricidade, serviços postais, etc.

• Liberação do câmbio e várias medidas para promover uma gradual abertura na economia brasileira em relação à concorrência externa.

• Extinção de vários institutos governamentais e anúncio de intenção do governo de demitir cerca de 360 mil funcionários públicos.

Plano Collor II

O segundo plano Collor iniciou-se em janeiro de 1991 e incluiu novos congelamentos de preços . O plano conseguiu produzir apenas um curto prazo de queda na inflação, que retornou a subir novamente. Em 10 de maio de 1991, Zélia foi substituída no Ministério da Fazenda por Marcílio Marques Moreira, que utilizou uma combinação de altas taxas de juros e uma política fiscal restritiva. Ao mesmo tempo, os preços foram liberados e um empréstimo de US$2 bilhões do FMI garantiu as reservas internas.

As taxas de inflação durante o Plano Marcílio permaneceram nos níveis da hiperinflação. Marcílio foi substituído por Gustavo Krause, em outubro de 1992. O presidente Fernando Collor de Mello já havia saído do governo devido ao processo do impeachment pelo Congresso, em 28 de setembro de 1992, por acusações de corrupção em um esquema de tráfico de influência. Entre o fim do Plano Marcílio e o começo do Plano Real, a inflação continuou a crescer, atingindo 48% em junho de 1994.

O Plano Real

O Plano Real teve o objetivo de promover a estabilização econômica, sendo iniciado em fevereiro de 1994, por meio da instituição da Unidade Real de Valor (URV), estabeleceu regras de conversão e uso de valores

monetários, iniciou a desindexação da economia, e determinou o lançamento de uma nova moeda, o Real. A idealização do projeto, a elaboração das medidas e a execução das reformas econômica e monetária contaram com a contribuição de vários economistas, reunidos pelo então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso. O presidente Itamar Franco,autorizou que os trabalhos se dessem de maneira irrestrita, o que tornou o Ministro da Fazenda o homem mais forte e poderoso de seu governo, e no seu candidato natural à sua sucessão. Assim, Fernando Henrique Cardoso elegeu-se presidente do Brasil, ancorado no sucesso do Plano Real, em outubro do mesmo ano.

O Plano Real mostrou-se nos meses e anos seguintes o mais eficaz da história, reduzindo a inflação (objetivo principal), ampliando o poder de compra da população, e remodelando os setores econômicos nacionais.

Em 1º de agosto de 1993, o governo promoveu outra mudança de moeda do Brasil, de Cruzeiro para Cruzeiro Real, para efeito de ajuste de valores.

A partir de 28 de fevereiro de 1994, iniciou-se a publicação dos valores diários da Unidade Real de Valor (URV) pelo Banco Central. A URV serviria como moeda escritural, para todas as transações econômicas, com conversão obrigatória de valores.

Em 1º de julho de 1994 houve a culminância do programa de estabilização, com o lançamento da nova moeda, o Real (R$). Toda a base monetária brasileira foi trocada de acordo com a paridade legalmente estabelecida: CR$2.750,00 para cada R$1,00. A inflação acumulada até julho foi de 815,60%, e a primeira inflação registrada sob efeito da nova moeda foi de 6,08%, mínima recorde em muitos anos.

Devido a corrida inflacionária, entre 1967 e 1993 o Brasil teve moedas diferentes, a saber: Cruzeiro Novo (1967), Cruzeiro (1970), Cruzado (1986), Cruzado Novo (1989), Cruzeiro (1990) e Cruzeiro Real (1993). O resultado positivo do Plano Real tem influenciado a política econômica brasileira desde então.

Em síntese, as etapas e medidas do Plano Real foram:

1. Período de equilíbrio das contas públicas, com redução de despesas e aumento de receitas, e isto teria ocorrido nos anos de 1993/94.

2. Criação da URV (ancorada no dólar) para preservar o poder de compra da massa salarial, evitando medidas de choque como confisco de poupança e quebra de contratos.

3. Lançamento do padrão monetário de nome REAL utilizado até os dias atuais.

As etapas foram implementadas com a adoção das medidas seguintes:

• Desindexação da economia

Medida Adotada: O ajuste e reajuste de preços e valores passaram a ser anualizados e obedeceriam as planilhas de custo de produção.

Justificativa: Era necessário interromper o ciclo vicioso de corrigir valores futuros pela inflação passada, em curtos períodos de tempo. Essa atitude agravava a inflação, tornando-a cada vez maior. Era comum acontecer remarcação de preços várias vezes num mesmo dia.

• Privatizações

Medida Adotada: A troca na propriedade de grandes empresas brasileiras eliminou a obrigação pública de financiar investimentos (que causam inflação se for feito pelo governo através da emissão de moeda sem lastro) e possibilitou a modernização de tais empresas (sob controle estatal havia barreiras impeditivas para tal progresso, como burocracia e falta de recursos).

Justificativa: A iniciativa privada tem meios próprios de financiar os investimentos das empresas, e isto não produz inflação, e sim, desenvolvimento, porque não envolve o orçamento do governo. Este deve alocar recursos para outras áreas importantes. E ainda, na iniciativa privada não há as regras administrativas orçamentárias e licitatórias, que prejudicam a produção das empresas e a concorrência perante o mercado.

• Equilíbrio fiscal

Medida Adotada: Corte de despesas e aumento de cinco pontos percentuais em todos os impostos federais.

Justificativa: A máquina administrativa brasileira era muito grande e consumia muito dinheiro para funcionar. Como o país não produzia

o suficiente, decidiu-se pelo ajuste fiscal, o que incluiu cortes em investimentos, gastos públicos e demissões.

• Abertura econômica

Medida Adotada: Redução gradual de tarifas de importação e facilitação da prestação de serviços internacionais.

Justificativa: Havia temor de que o excesso de demanda por produtos e serviços causasse o desabastecimento e a remarcação de preços, pressionando a inflação (fato ocorrido durante o Plano Cruzado em 1986). Existia também a necessidade de forçar o aperfeiçoamento da indústria nacional, expondo-a à concorrência, o que permitiria o aumento da produção no longo prazo, e essa oferta maior de produtos tenderia a acarretar uma baixa nos preços.

• Políticas monetárias restritivas

Medida Adotada: Aumento da taxa básica de juros e da taxa de depósito compulsório dos bancos.

Justificativa: A taxa de juros teve inicialmente dois propósitos: financiar os gastos públicos excedentes até que se atingisse o equilíbrio fiscal, e reduzir a pressão por financiamentos, considerados agentes inflacionários (esfriamento da economia). Os financiamentos chegaram ter o prazo de quitação regulado pelo governo. O compulsório dos bancos teve o propósito de reduzir a quantidade de dinheiro disponível para empréstimos e financiamentos dos bancos, uma vez que são obrigados a recolher compulsoriamente uma parte dos valores ao Banco Central.

Efeitos imediatos do Plano Real

O efeito regulador do Plano Real foi imediato e muito positivo em seu propósito. A inflação calculada sobre a URV nos meses de sua vigência (abril – junho) ficou em torno de 3%, enquanto que a inflação em cruzeiros reais (CR$) foi de cerca de 190%. Até o início da circulação do real (R$), em julho de 1994, a inflação acumulada foi de 763,12% (no ano) e 5.153,50% (nos últimos 12 meses).

A inflação que antes consumia o poder aquisitivo da população brasileira, impedindo que as pessoas permanecessem com o dinheiro por muito

tempo, principalmente entre o banco e o supermercado, estava agora controlada. O consumidor de baixa renda foi o principal beneficiário.

Durante muitos anos a correção monetária foi uma salvaguarda que permitia aos brasileiros que tinham maior poder aquisitivo defender-se parcialmente da corrosão do valor nominal da moeda, com aplicações bancárias de rendimento diário como o overnight A grande maioria da população, entretanto, não tinha acesso a esses mecanismos e sofria com a desvalorização diária dos recursos recebidos como salário, aposentadoria ou pensão, sendo os maiores prejudicados com a alta inflação.

Não por acaso, após a implantação do Plano Real a taxa de consumo de itens antes “elitizados”, como o iogurte, explodiu nas classes C e D da população, sendo que entre 1993 e 1995, conforme estudos da FGV, houve uma redução de 18,47% da população miserável no país.

Efeito do Plano Real sobre a inflação

QUESTÕES PROPOSTAS

01. Por que os planos Cruzado e Brasil Novo são considerados heterodoxos?

02. CITE três medidas adotadas pelo governo Sarney que fizeram parte do Plano Cruzado.

03. EXPLIQUE a manutenção das medidas do Plano Cruzado até o final das eleições de 1986. Qual foi o partido político beneficiado pelo Cruzado?

04. CITE duas situações ocorridas na economia brasileira que mostraram o fracasso do Plano Cruzado. APRESENTE uma retaliação norte-americana em relação à moratória brasileira.

05. CITE uma medida que tenha sido comum nos Planos Cruzado, Brasil Novo e Real.

06. Na ótica dos valores liberais-burgueses, o Plano Brasil Novo ou Plano Collor feriu importantes princípios.

ANALISE esta afirmativa.

07. APRESENTE os principais elementos do Plano Real.

08. ANALISE o Plano Real como capital político do presidente Itamar Franco.

09. CITE duas medidas adotadas pelo presidente FHC que fizeram parte do ajuste fiscal – considerado necessário para resguardar o Plano Real.

10. Desafio!

FAÇA uma comparação entre as medidas adotadas pelo Plano Real com a solução encontrada pela República de Weimar para o combate à (hiper) inflação

SUGESTÃO DE RESPOSTAS

01. Porque foram planos caracterizados por medidas de choque econômico, por meio das quais, o Estado adotava ações extremamente intervencionistas para combater a inflação.

02. Congelamento de preços, congelamento de salários, criação de uma nova moeda – o cruzado, criação do gatilho salarial para corrigir automaticamente os salários caso a inflação atingisse alta.

03. As medidas foram consideradas impopulares e seriam prejudiciais ao governo naquele momento de eleições. Assim, o governo adotou as medidas após as eleições e garantiu vitória expressiva do PMDB.

04. A cobrança de ágio, o desabastecimento; Os Estados Unidos isolaram o Brasil e aumentaram as tarifas de importação do aço e de outros produtos brasileiros.

05. A criação de uma nova moeda.

06. O Plano comprometeu os princípios da defesa da propriedade privada e da não intervenção do Estado na economia.

07. A estabilização da economia e o combate à inflação foram feitos a partir da criação de uma nova moeda – o real –com paridade com o dólar. Além disso, o governo buscou conter os gastos públicos, aumentou os impostos, intensificou o processo de privatização,entre outros.

08. O sucesso imediato do Plano Real, com o combate à inflação e o crescimento da economia do País, que beneficiaram os segmentos sociais mais populares, contribuíram para vitória de Fernando Henrique Cardoso, ministro responsável pela adoção do Plano Real, nas eleições presidenciais de 1995.

09. Contenção de gastos públicos; aumento de impostos.

10. Abalada por uma crise econômica gravíssima, capitaneada por uma hiperinflação, a República de Weimar adotou a paridade cambial, ou seja, criou uma moeda – o novo marco – atrelada ao dólar. Da mesma forma, o Brasil adotou nova moeda – o real - ancorada no dólar. Nos dois casos, os governos conseguiram estabilizar a economia, reduzir drasticamente a inflação e retomar o crescimento.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro

Curso de História - 2a. etapa UFMG e Fundação João Pinheiro

Prof. Newton Miranda (Newtinho)

Início - 1a. semana de novembro - 2011
Término - 2a. semana de dezembro - 2011

Abordagem do conteúdo a partir da solução de questões inéditas e dos vestibulares anteriores.

Informações - Tel 031 25517200

sábado, 13 de agosto de 2011

Roteiro de Estudos (História e Atualidades)


4º Roteiro de estudos - História – Fase 2 Etapa 2 - 2011
01 – Fazer a periodização do Brasil Império.
02 – Por que d. Pedro I dissolveu a Assembleia Constituinte (1823)?
03 – Destacar as principais características da Constituição outorgada por D. Pedro I.
04 – O que foi a Confederação do Equador?
05 – Por que o período regencial é considerado como uma experiência republicana? Apresente as principais características das Revoltas ocorridas no período regencial.
06 – Apontar a principal decisão da Lei de Terras (1850) e analisar seus desdobramentos mais importantes.
07 – Conceituar a Era Mauá e indicar suas causas fundamentais.
08 – Relacionar a economia cafeicultora com a expansão da infraestrutura no Brasil.
09 – Apresentar as razões para o processo de imigração ocorrido na segunda metade do século XIX, caracterizar o sistema de parceria e a imigração subvencionada.
10 – Discutir a questão do embranquecimento da população no processo de imigração.
11 – Indique os principais eventos-leis relacionados ao processo abolicionista.
12 – Aponte as pressões internas e externas favoráveis ao abolicionismo.
13 – Apresente os fatores desencadeadores da Guerra do Paraguai e destaque os efeitos dessa guerra para o Paraguai e para o Brasil.
14 – Identifique os partidos políticos criados no final da regência e que atuaram ao longo do Segundo Reinado. Entre 1847 e 1889, D. Pedro II instituiu um sistema político que possibilitou uma convivência harmônica entre o imperador e os partidos. Como foi denominado esse sistema? Explique o seu funcionamento.
15 – Conceituar imperialismo e indicar por que esse fenômeno histórico é a causa principal da Primeira Guerra Mundial.
16 – Analise a expansão imperialista na China ocorrida no século XIX.
17 – Relacione os Tratados de Aliança e Amizade e de Comércio e Navegação, assinados entre D. João e os ingleses em 1810, com o imperialismo britânico.


4º Roteiro de Estudos – Atualidades – Fase 2 Etapa 2
01 – Colar as fotografias oficiais dos presidentes brasileiros da Nova República (1985 ...).
02 – Apresentar os principais elementos dos planos econômicos:
Cruzado - Brasil Novo - Real
03 – Destacar os mais importantes eventos ocorridos nos governos de Sarney, Collor, Itamar Franco e FHC.
04 – Quais foram os presidentes da Nova República eleitos pelo voto popular? Quem foi eleito e reeleito no primeiro turno?
05 – Apresentar a diferença entre planos econômicos heterodoxos e ortodoxos. Dê exemplos.
06 – Relevar os principais aspectos da Constituição brasileira atual, promulgada em 1988.;
07 – Quais foram as emendas constitucionais feitas no governo FHC?
08 – Faça um pequeno histórico acerca da criação do Enade e do Enem.
09 – Quando abrimos os jornais, encontramos diariamente, notícias que mostram parlamentares brasileiros envolvidos numa série de irregularidades, entre as quais, o nepotismo. O que é nepotismo?
10 – Pela primeira vez em nossa história republicana, temos dois turnos nas eleições para os chefes dos executivos nacional, estadual e municipal. Em qual circunstância ocorre o segundo turno nas eleições?
11 – Apresente os principais eventos ocorridos no governo do presidente Lula.

domingo, 5 de junho de 2011

Gabarito - Simulado Enem História

1 - D 2 -A 3- E 4 - A 5 - A 6- C 7 - D 8 - D 9 - B 10 - B 11 - B 12 - E 13 - A 14 - B 15 - C 16 - D 17 - C 18 - A 19 - D 20 - D 21 - D 22 - C 23 - A 24 - C 25 - E 26 - E 27 - E
28 - C

Simulado Ciências Humanas e suas tecnologias -ênfase em História

SIMULADO EXTENSIVO CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS (HISTÓRIA) ENEM
JUNHO – 2011
PROF. NEWTON MIRANDA












01

William James Herschel, coletor do governo inglês, iniciou na Índia seus estudos sobre as impressões digitais ao tomar as impressões digitais dos nativos nos contratos que firmavam com o governo. Essas impressões serviam de assinatura. Aplicou-as, então, aos registros de falecimentos e usou esse processo nas prisões inglesas, na Índia, para reconhecimento dos fugitivos. Henry Faulds, outro inglês, médico de hospital em Tóquio, contribuiu para o estudo da datiloscopia. Examinando impressões digitais em peças de cerâmica pré-histórica japonesa, previu a possibilidade de se descobrir um criminoso pela identificação das linhas papilares e preconizou uma técnica para a tomada de impressões digitais, utilizando-se de uma placa de estanho e de tinta de imprensa.

Que tipo de relação orientava os esforços que levaram à descoberta das impressões digitais pelos ingleses e, posteriormente, à sua utilização nos dois países asiáticos?

A - De fraternidade, já que ambos visavam aos mesmos fins, ou seja, autenticar contratos.
B - De dominação, já que os nativos puderam identificar os ingleses falecidos com mais facilidade.
C - De controle cultural, já que Faulds usou a técnica para libertar os detidos nas prisões japonesas.
D - De colonizador-colonizado, já que, na Índia, a invenção foi usada em favor dos interesses da coroa inglesa.
E - De médico-paciente, já que Faulds trabalhava em um hospital de Tóquio

02

Você está fazendo uma pesquisa sobre a globalização e lê a seguinte passagem, em um livro:

A SOCIEDADE GLOBAL
As pessoas se alimentam, se vestem, moram, se comunicam, se divertem, por meio de bens e
serviços mundiais, utilizando mercadorias produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado.
Suponhamos que você vá com seus amigos comer Big Mac e tomar Coca-Cola no Mc Donald’s.
Em seguida, assiste a um filme de Steven Spielberg e volta para casa num ônibus de marca Mercedes.
Ao chegar em casa, liga seu aparelho de TV Philips para ver o videoclip de Michael Jackson e, em
seguida, deve ouvir um CD do grupo Simply Red, gravado pela BMG Ariola Discos em seu equipamento AIWA.
Veja quantas empresas transnacionais estiveram presentes nesse seu curto programa de algumas horas.

Com base no texto e em seus conhecimentos de Geografia e História, marque a resposta correta.

A - O capitalismo globalizado está eliminando as particularidades culturais dos povos da Terra.
B - A cultura, transmitida por empresas transnacionais, tornou-se um fenômeno criador das novas nações.
C - A globalização do capitalismo neutralizou o surgimento de movimentos nacionalistas de forte cunho cultural e divisionista.
D - O capitalismo globalizado atinge apenas a Europa e a América do Norte.
E - Empresas transnacionais pertencem a países de uma mesma cultura.


03

Quando tomaram a Bahia, em 1624-5, os holandeses promoveram também o bloqueio naval de Benguela e Luanda, na costa africana. Em 1637, Nassau enviou uma frota do Recife para capturar São Jorge da Mina, entreposto português de comércio do ouro e de escravos no litoral africano (atual Gana). Luanda, Benguela e São Tomé caíram nas mãos dos holandeses entre agosto e novembro de 1641. A captura dos dois polos da economia de plantações mostrava-se indispensável para o implemento da atividade açucareira.

Os polos econômicos aos quais se refere o texto são
A - as zonas comerciais americanas e as zonas agrícolas africanas.
B - as zonas comerciais africanas e as zonas de transformação e melhoramento americanas.
C - as zonas de minifúndios americanas e as zonas comerciais africanas.
D - as zonas manufatureiras americanas e as zonas de entreposto africano no caminho para Europa.
E - as zonas produtoras escravistas americanas e as zonas africanas reprodutoras de escravos.

04

Formou-se na América tropical uma sociedade agrária na estrutura, escravocrata na técnica de exploração econômica, híbrida de índio – e mais tarde de negro – na composição. Sociedade que se desenvolveria defendida menos pela consciência de raça, do que pelo exclusivismo religioso desdobrado em sistema de profilaxia social e política. Menos pela ação oficial do que pelo braço e pela espada do particular. Mas tudo isso subordinado ao espírito político e de realismo econômico e jurídico que aqui, como em Portugal, foi desde o primeiro século elemento decisivo de formação nacional; sendo que entre nós através das grandes famílias proprietárias e autônomas; senhores de engenho com altar e capelão dentro de casa e índios de arco e flecha ou negros armados de arcabuzes às suas ordens.

De acordo com a abordagem de Gilberto Freyre sobre a formação da sociedade brasileira, é correto afirmar que
A - a colonização na América tropical era obra, sobretudo, da iniciativa particular.
B - o caráter da colonização portuguesa no Brasil era exclusivamente mercantil.
C - a constituição da população brasileira esteve isenta de mestiçagem racial e cultural.
D - a Metrópole ditava as regras e governava as terras brasileiras com punhos de ferro.
E - os engenhos constituíam um sistema econômico e político, mas sem implicações sociais.


05

Em material para análise de determinado marketing político, lê-se a seguinte conclusão:
A explosão demográfica que ocorreu a partir dos anos 50, especialmente no Terceiro Mundo, suscitou teorias ou políticas demográficas divergentes. Uma primeira teoria, dos neomalthusianos, defende que o crescimento demográfico dificulta o desenvolvimento econômico, já que provoca uma diminuição na renda nacional per capita e desvia os investimentos do Estado para setores menos produtivos. Diante disso, o país deveria desenvolver uma rígida política de controle de natalidade.
Uma segunda, a teoria reformista, argumenta que o problema não está na renda per capita e sim na distribuição irregular da renda, que não permite o acesso à educação e saúde. Diante disso o país deve promover a igualdade econômica e a justiça social.

Qual dos slogans abaixo poderia ser utilizado para defender o ponto de vista neomalthusiano?

A - “Controle populacional – nosso passaporte para o desenvolvimento.”
B - “Sem reformas sociais o país se reproduz e não produz.”
C - “População abundante, país forte!”
D - “O crescimento gera fraternidade e riqueza para todos.”
E - “Justiça social, sinônimo de desenvolvimento.”

06

A Revolução Industrial ocorrida no final do século XVIII transformou as relações do homem com o trabalho. As máquinas mudaram as formas de trabalhar, e as fábricas concentraram-se em regiões próximas às matérias-primas e grandes portos, originando vastas concentrações humanas. Muitos dos operários vinham da área rural e cumpriam jornadas de trabalho de 12 a 14 horas, na maioria das vezes em condições adversas. A legislação trabalhista surgiu muito lentamente ao longo do século XIX e a diminuição da jornada de trabalho para oito horas diárias concretizou-se no início do século XX.
Pode-se afirmar que as conquistas no início Do século XX, decorrentes da legislação trabalhista, estão relacionadas com

A - a expansão do capitalismo e a consolidação dos regimes monárquicos constitucionais.
B - a expressiva diminuição da oferta de mão-de-obra, devido à demanda por trabalhadores especializados.
C - a capacidade de mobilização dos trabalhadores em defesa dos seus interesses.
D - o crescimento do Estado ao mesmo tempo que diminuía a representação operária nos parlamentos.
E - a vitória dos partidos comunistas nas eleições das principais capitais européias

07

O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma determinada corrente de pensamento.

“Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade, por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder?
Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização do mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da eqüidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.”


Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar:

A - a existência do governo como um poder oriundo da natureza.
B - a origem do governo como uma propriedade do rei.
C - o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
D - a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
E - poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.


08

“... Um operário desenrola o arame, o outro o endireita, um terceiro corta, um quarto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete; para fazer a cabeça do alfinete requerem- se 3 ou 4 operações diferentes; ...”
SMITH, Adam. A Riqueza das Nações. Investigação sobre a sua Natureza e suas Causas. Vol. I. São Paulo: Nova Cultural, 1985.




















Jornal do Brasil, 19 de fevereiro de1997.

A respeito do texto e do quadrinho são feitas as seguintes afirmações:

I. Ambos retratam a intensa divisão do trabalho, à qual são submetidos os operários.
II. O texto refere-se à produção informatizada e o quadrinho, à produção artesanal.
III. Ambos contêm a idéia de que o produto da atividade industrial não depende do conhecimento de todo o processo por parte do operário.

Dentre essas afirmações, apenas

A - I está correta.
B - II está correta.
C - III está correta.
D - I e II estão corretas.
E - I e III estão corretas.


09

I - Para o filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), o estado de natureza é um estado de guerra universal e perpétua. Contraposto ao estado de natureza, entendido como estado de guerra, o estado de paz é a sociedade civilizada.

Dentre outras tendências que dialogam com as idéias de Hobbes, destaca-se a definida pelo texto abaixo.

II - Nem todas as guerras são injustas e correlativamente, nem toda paz é justa, razão pela qual a guerra nem sempre é um desvalor, e a paz nem sempre um valor.
BOBBIO, N. MATTEUCCI, N PASQUINO, G. Dicionário de Política, 5ª ed. Brasília: Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.

Comparando as idéias de Hobbes (texto I) com a tendência citada no texto II, pode-se afirmar que

A - em ambos, a guerra é entendida como inevitável e injusta.
B - para Hobbes, a paz é inerente à civilização e, segundo o texto II, ela não é um valor absoluto.
C - de acordo com Hobbes, a guerra é um valor absoluto e, segundo o texto II, a paz é sempre melhor que a guerra.
D - em ambos, a guerra ou a paz são boas quando o fim é justo.
E - para Hobbes, a paz liga-se à natureza e, de acordo com o texto II, à civilização.


10

Michel de Montaigne (1533-1592) compara, nos trechos, as guerras das sociedades Tupinambás com as chamadas guerras de religião dos franceses que, na segunda metade do século XVI, opunham católicos e protestantes.

Não vejo nada de bárbaro ou selvagem no que dizem daqueles povos: e, na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra. Não me parece excessivo julgar bárbaros tais atos de crueldade (o canibalismo), mas que o fato de condenar tais defeitso não no leve à cegueira acerca dos nossos. Estimo que é mais bárbaro comer um homem vivo do que comer depois de morto; é pior esquartejar um homem entre suplícios e tormentos e o queimar aos poucos, ou entregá-lo a cães e porcos, a pretexto de devoção e fé, como não somente o lemos, mas vimos ocorrer entre vizinhos nossos conterrâneos; e isso em verdade é bem mais grave do que assar e comer um homem previamente executado. Podemos, portanto, qualificar esses povos como bárbaros em dando apenas ouvidos à inteligência, mas nunca se compararmos a nós mesmos, que os excedemos em toda sorte de barbaridades.

De acordo com o texto, pode-se afirmar que, para Montaigne,

A - a idéia de relativismo cultural baseia-se na hipótese da origem única do gênero humano e da sua religião.
B - a diferença de costumes não constitui um critério válido para julgar as diferentes sociedades.
C - os indígenas são mais bárbaros do que os europeus, pois não conhecem a virtude cristã da piedade.
D - a barbárie é um comportamento social que pressupõe a ausência de uma cultura civilizada e racional.
E - a ingenuidade dos indígenas equivale a racionalidade dos europeus, o que explica que os seus costumes são similares.

11

A idade da pedra chegou ao fim, não porque faltassem pedras; a era do petróleo chegará igualmente ao fim, mas não por falta de petróleo.
Xeque Yamani, Ex-ministro do Petróleo da Arábia Saudita. O Estado de S. Paulo, 20/08/2001.

Considerando as características que envolvem a utilização das matérias-primas citadas no texto em diferentes contextos histórico-geográficos, é correto afirmar que, de acordo com o autor, a exemplo do que aconteceu na Idade da Pedra, o fim da era do Petróleo estaria relacionado

A - à redução e o esgotamento das reservas de petróleo.
B - ao desenvolvimento tecnológico e à utilização de novas fontes de energia.
C - ao desenvolvimento dos transportes e conseqüente aumento do consumo de energia.
D - ao excesso de produção e conseqüente desvalorização do barril de petróleo.
E - à diminuição das áreas humanas sobre o meio ambiente.

12

Observe as duas afirmações de Montesquieu (1689-1755), a respeito da escravidão:

A escravidão não é boa por natureza; não é útil nem ao senhor, nem ao escravo: a este porque nada pode fazer por virtude; àquele, porque contrai com seus escravos toda sorte de maus hábitos e se acostuma insensivelmente a faltar contra todas as virtudes morais: torna-se orgulhoso, brusco, duro, colérico, voluptuoso, cruel.
Se eu tivesse que defender o direito que tivemos de tornar escravos os negros, eis o que eu diria: tendo os povos da Europa exterminado os da América, tiveram que escravizar os da África para utilizá-los para abrir tantas terras. O açúcar seria muito caro se não fizéssemos que escravos cultivassem a planta que o produz.
(Montesquieu. O espírito das leis.)

Com base nos textos, podemos afirmar que, para Montesquieu,

A - o preconceito racial foi contido pela moral religiosa.
B - a política econômica e a moral justificaram a escravidão.
C - a escravidão era indefensável de um ponto de vista econômico.
D - o convívio com os europeus foi benéfico para os escravos africanos.
E - o fundamento moral do direito pode submeter-se às razões econômicas.

13

O mapa abaixo apresenta parte do contorno da América do Sul destacando a bacia amazônica. Os pontos assinalados representam fortificações militares instaladas no século XVIII pelos portugueses. A linha indica o Tratado de Tordesilhas revogado pelo Tratado de Madri, apenas em 1750.




Pode-se afirmar que a construção dos fortes pelos portugueses visava, principalmente, dominar

A - militarmente a bacia hidrográfica do Amazonas.
B - economicamente as grandes rotas comerciais.
C - as fronteiras entre nações indígenas.
D - o escoamento da produção agrícola.
E - o potencial de pesca da região.



14

O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um tema que também se encontra nos versos transcritos em:

A - “Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas.”
(Vinícius de Moraes)

B - “Somos muitos severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima.”
(João Cabral de Melo Neto)

C - “O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada em arquivos.”
(Ferreira Gullar)

D - “Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os
sonhos do mundo.”
(Fernando Pessoa)

E - “Os inocentes do Leblon
Não viram o navio entrar (...)
Os inocentes, definitivamente inocentes tudo
ignoravam,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam pelas costas, e aquecem.”
(Carlos Drummond de Andrade)

15

O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libré. A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou às circunstâncias a que não podia escapar.

Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio. Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações).

Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, é correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referência a “classe média”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de

A - aproximar da nobreza cortesã a condição de classe dos músicos, que pertenciam ao 3.° Estado.
B - destacar a consciência de classe que possuíam os músicos, ao contrário dos demais trabalhadores manuais.
C - indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3.° Estado.
D - distinguir, dentro do 3.° Estado, as condições em que viviam os “criados de libré” e os camponeses.
E - comprovar a existência, no interior da corte, de uma luta de classes entre os trabalhadores manuais.

16

A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações negras e brancas e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico que começa com o descobrimento, no século XV, do continente africano e de seus habitantes pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à colonização do continente africano e de seus povos.

K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra no Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37.

Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar que

A - a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao descobrimento desse continente.
B - a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a desenvolverem esse continente.
C - o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil.
D - a exploração da África decorreu do movimento de expansão européia do início da Idade Moderna.
E - a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente e a Europa.

17

Em 4 de julho de 1776, as Treze Colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados Unidos da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto Colonial. Em palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens e apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles direitos, derivava dos governados. Esses conceitos revolucionários que ecoavam o Iluminismo foram retomados com maior vigor e amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.

Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar. Revolução Chinesa. São Paulo: UNESP, 2003 (com adaptações).

Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa, assinale a opção correta.

A - A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto histórico, mas se baseavam em princípios e ideais opostos.
B - O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de independência norte-americana no apoio ao absolutismo esclarecido.
C - Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconhecimento dos direitos considerados essenciais à dignidade humana.
D - Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento da independência norte-americana.
E - Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independências das colônias ibéricas situadas na América.


18

O que se entende por Corte do antigo regime é, em primeiro lugar, a casa de habitação dos reis de França, de suas famílias, de todas as pessoas que, de perto ou de longe, dela fazem parte. As despesas da Corte, da imensa casa dos reis, são consignadas no registro das despesas do reino da França sob a rubrica significativa de Casas Reais.


Algumas casas de habitação dos reis tiveram grande efetividade política e terminaram por se transformar em patrimônio artístico e cultural, cujo exemplo é

A - o palácio de Versalhes.
B - o Museu Britânico.
C - a catedral de Colônia.
D - a Casa Branca.
E - a pirâmide do faraó Quéops.

19

Na democracia estado-unidense, os cidadãos são incluídos na sociedade pelo exercício pleno dos direitos políticos e também pela ideia geral de direito de propriedade. Compete ao governo garantir que esse direito não seja violado. Como consequência, mesmo aqueles que possuem uma pequena propriedade sentem-se cidadãos de pleno direito.

Na tradição política dos EUA, uma forma de incluir socialmente os cidadãos é

A - submeter o indivíduo à proteção do governo.
B - hierarquizar os indivíduos segundo suas posses.
C - estimular a formação de propriedades comunais.
D - vincular democracia e possibilidades econômicas individuais.
E - defender a obrigação de que todos os indivíduos tenham propriedades.

20

Na década de 30 do século XIX, Tocqueville escreveu as seguintes linhas a respeito da moralidade nos EUA: “A opinião pública norte-americana é particularmente dura com a falta de moral, pois esta desvia a atenção frente à busca do bem-estar e prejudica a harmonia doméstica, que é tão essencial ao sucesso dos negócios. Nesse sentido, pode-se dizer que ser casto é uma questão de honra”.

Do trecho, infere-se que, para Tocqueville, os norte-americanos do seu tempo
A - buscavam o êxito, descurando as virtudes cívicas.
B - tinham na vida moral uma garantia de enriquecimento rápido.
C - valorizavam um conceito de honra dissociado do comportamento ético.
D - relacionavam a conduta moral dos indivíduos com o progresso econômico.
E - acreditavam que o comportamento casto perturbava a harmonia doméstica.

21

A prosperidade induzida pela emergência das máquinas de tear escondia uma acentuada perda de prestígio. Foi nessa idade de ouro que os artesãos, ou os tecelões temporários, passaram a ser denominados, de modo genérico, tecelões de teares manuais. Exceto em alguns ramos especializados, os velhos artesãos foram colocados lado a lado com novos imigrantes, enquanto pequenos fazendeiros-tecelões abandonaram suas pequenas propriedades para se concentrar na atividade de tecer. Reduzidos à completa dependência dos teares mecanizados ou dos fornecedores de matéria-prima, os tecelões ficaram expostos a sucessivas reduções dos rendimentos.

Com a mudança tecnológica ocorrida durante a Revolução Industrial, a forma de trabalhar alterou-se porque

A - a invenção do tear propiciou o surgimento de novas relações sociais.
B - os tecelões mais hábeis prevaleceram sobre os inexperientes.
C - os novos teares exigiam treinamento especializado para serem operados.
D - os artesãos, no período anterior, combinavam a tecelagem com o cultivo de subsistência.
E - os trabalhadores não especializados se apropriaram dos lugares dos antigos artesãos nas fábricas.



22

Até o século XVII, as paisagens rurais eram marcadas por atividades rudimentares e de baixa produtividade. A partir da Revolução Industrial, porém, sobretudo com o advento da revolução tecnológica, houve um desenvolvimento contínuo do setor agropecuário.

São, portanto, observadas consequências econômicas, sociais e ambientais inter-relacionadas no período posterior à Revolução Industrial, as quais incluem

A - a erradicação da fome no mundo.
B - o aumento das áreas rurais e a diminuição das áreas urbanas.
C - a maior demanda por recursos naturais, entre os quais os recursos energéticos.
D - a menor necessidade de utilização de adubos e corretivos na agricultura.
E - o contínuo aumento da oferta de emprego no setor primário da economia, em face da mecanização.

23

Além dos inúmeros eletrodomésticos e bens eletrônicos, o automóvel produzido pela indústria fordista promoveu, a partir dos anos 50, mudanças significativas no modo de vida dos consumidores e também na habitação e nas cidades. Com a massificação do consumo dos bens modernos, dos eletroeletrônicos e também do automóvel, mudaram radicalmente o modo de vida, os valores, a cultura e o conjunto do ambiente construído. Da ocupação do solo urbano até o interior da moradia, a transformação foi profunda.

Uma das consequências das inovações tecnológicas das últimas décadas, que determinaram diferentes formas de uso e ocupação do espaço geográfico, é a instituição das chamadas cidades globais, que se caracterizam por

A - possuírem o mesmo nível de influência no cenário mundial.
B - fortalecerem os laços de cidadania e solidariedade entre os membros das diversas comunidades.
C - constituírem um passo importante para a diminuição das desigualdades sociais causadas pela polarização social e pela segregação urbana.
D - terem sido diretamente impactadas pelo processo de internacionalização da economia, desencadeado a partir do final dos anos 1970.
E - terem sua origem diretamente relacionadas ao processo de colonização ocidental do século XIX.
























24
As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados entre Portugal e Espanha. De acordo com esses tratados, identificados no mapa, conclui-se que

A - Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle da foz do rio Amazonas.
B - o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico da América portuguesa.
C - o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa além da linha de Tordesilhas.
D - Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios na América em relação ao de Tordesilhas.
E - o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da América Portuguesa em Vice-Reinos Oriental e Ocidental.

25

A Inglaterra pedia lucros e recebia lucros. Tudo se transformava em lucro. As cidades tinham sua sujeira lucrativa, suas favelas lucrativas, sua fumaça lucrativa, sua desordem lucrativa, sua ignorância lucrativa, seu desespero lucrativo. As novas fábricas e os novos altos-fornos eram como as Pirâmides, mostrando mais a escravização do homem que seu poder.

Qual relação é estabelecida no texto entre os avanços tecnológicos ocorridos no contexto da Revolução Industrial Inglesa e as características das cidades industriais no início do século XIX?

A –A facilidade em se estabelecer relações lucrativas transformava as cidades em espaços privilegiados para a livre iniciativa, característica da nova sociedade capitalista.
B - O desenvolvimento de métodos de planejamento urbano aumentava a eficiência do trabalho industrial.
C - A construção de núcleos urbanos integrados por meios de transporte facilitava o deslocamento dos trabalhadores das periferias até as fábricas.
D - A grandiosidade dos prédios onde se localizavam as fábricas revelava os avanços da engenharia e da arquitetura do período, transformando as cidades em locais de experimentação estética e artística.
E - O alto nível de exploração dos trabalhadores industriais ocasionava o surgimento de aglomerados urbanos marcados por péssimas condições de moradia, saúde e higiene.






26

Em nosso país queremos substituir o egoísmo pela moral, a honra pela probidade, os usos pelos princípios, as conveniências pelos deveres, a tirania da moda pelo império da razão, o desprezo à desgraça pelo desprezo ao vício, a insolência pelo orgulho, a vaidade pela grandeza de alma, o amor ao dinheiro pelo amor à glória, a boa companhia pelas boas pessoas, a intriga pelo mérito, o espirituoso pelo gênio, o brilho pela verdade, o tédio da volúpia pelo encanto da felicidade, a mesquinharia dos grandes pela grandeza do homem.

O discurso de Robespierre, de 5 de fevereiro de 1794, do qual o trecho transcrito é parte, relaciona-se a qual dos grupos político-sociais envolvidos na Revolução Francesa?

A - À alta burguesia, que desejava participar do poder legislativo francês como força política dominante.
B - Ao clero francês, que desejava justiça social e era ligado à alta burguesia.
C - A militares oriundos da pequena e média burguesia, que derrotaram as potências rivais e queriam reorganizar a França internamente.
D - À nobreza esclarecida, que, em função do seu contato com os intelectuais iluministas, desejava extinguir o absolutismo francês.
E - Aos representantes da pequena e média burguesia e das camadas populares, que desejavam justiça social e direitos políticos.

27

Homens da Inglaterra, por que arar para os senhores que vos mantêm na miséria? Por que tecer com esforços e cuidado as ricas roupas que vossos tiranos vestem? Por que alimentar, vestir e poupar do berço até o túmulo esses parasitas ingratos que exploram vosso suor — ah, que bebem vosso sangue?

A análise do trecho permite identificar que o poeta romântico Shelley (1792-1822) registrou uma contradição nas condições socioeconômicas da nascente classe trabalhadora inglesa durante a Revolução Industrial. Tal contradição está identificada

A - na pobreza dos empregados, que estava dissociada da riqueza dos patrões.
B - no salário dos operários, que era proporcional aos seus esforços nas indústrias.
C - na burguesia, que tinha seus negócios financiados pelo proletariado.
D - no trabalho, que era considerado uma garantia de liberdade.
E - na riqueza, que não era usufruída por aqueles que a produziam.

28

Um banco inglês decidiu cobrar de seus clientes cinco libras toda vez que recorressem aos funcionários de suas agências. E o motivo disso é que, na verdade, não querem clientes em suas agências; o que querem é reduzir o número de agências, fazendo com que os clientes usem as máquinas automáticas em todo o tipo de transações. Em suma, eles querem se livrar de seus funcionários.
HOBSBAWM, E. O novo século.
O exemplo mencionado permite identificar um aspecto da adoção de novas tecnologias na economia capitalista contemporânea. Um argumento utilizado pelas empresas e uma consequência social de tal aspecto estão em

A - qualidade total e estabilidade no trabalho.
B - pleno emprego e enfraquecimento dos sindicatos.
C - diminuição dos custos e insegurança no emprego.
D - responsabilidade social e redução do desemprego.E - maximização dos lucros e aparecimento de empregos